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ComunicARTE
Mergulhado no meio musical brasileiro dos dias que se passam uma característica marcante, que a muito se observa por essas bandas, é a predominância avassaladora das vozes femininas pelos quatro cantos desse Brasil, aliás, melhor definindo, pelo eixo artisticamente borbulhante do Rio e São Paulo, Salvador e outras partes do Sul e Sudoeste.
Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Carmem Miranda ainda hoje tem suas réplicas e seguidoras multiplicadas por aí, como grandes vozes que são e foram, elas são responsáveis, em parte, por um emaranhado de mulheres de bom canto dominando o mercado fonográfico brasileiro. A minha intenção nesse texto é observar as novas vozes que estão surgindo e conquistando cada vez mais espaços. Das consolidadas hoje temos Ana Carolina, Maria Rita, Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Zélia Duncan, Mart’nália, Vânia Abreu,... , que já não tem mais pra onde se espalharem por esse país, mas eis que surgem, outras tantas desse rebanho musical, esfomiadas por um espaço fonográfico inovador, de liberdade e reconhecimento, possuidoras de vozes doces, de timbres com atitude e que fazem da boa instrumentalidade um apoio deveras digno dos seus cantos.
Música: “Ciência dos sons considerados no que diz respeito à melodia, à harmonia e ao ritmo”.
No Brasil, a música chegou com seus primeiros seguidores já na comitiva de Cabral. Mas isso é assunto para uma outra vez. Hoje, explanarei sobre a música brasileira do século XX, marcado pela busca da popularidade.
No início, o aparecimento do gramofone e o carnaval possibilitaram a fixação da canção popular. O samba urbano chegou junto com as primeiras escolas de samba nos anos 20, ramificando-se em samba de morro, samba-exaltação, enredo e canção, nas próximas duas décadas.
Logo após surgiu a bossa-nova, com arranjos e harmonias inovadoras, ousadas e intimistas. Esse movimento partiu da classe burguesa e feriu os moldes tradicionais da música popular. Paralelamente, vinha o rock and roll, com versões para o português.
“Já vou embora, mas sei que vou voltar...” Como na “Canção de Despedida”, Geraldo Azevedo voltou, depois de um hiato de 11 anos, com seu mais novo trabalho solo intitulado “O Brasil Existe em Mim”. Nele, o público pode deleitar-se com uma “tapeçaria de influências entrecruzadas” adquirida nos seus 44 anos de carreira, desde violonista autodidata ao compositor consagrado de “Dia Branco”, “Moça Bonita” e cerca de 200 canções.
Em pleno auge da ditadura, Geraldo Vandré, outro monstro da música popular brasileira, inflamava e guiava multidões com seu refrão “... quem sabe faz a hora, não espera acontecer” e trazia em sua banda de apoio, um jovem músico pernambucano, que com toda sua habilidade e harmonia, não demorou muito para defender suas próprias composições nos mais diversos festivais. Em um deles, acompanhado do seu primeiro parceiro Alceu Valença, apresentou as músicas “78 Rotações” e “Planetário”.
A parceria deu certo. Tanto, que chamou a atenção da gravadora Copacabana para lançar o disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”, marcando a estréia desses jovens que se tornaram dois dos maiores nomes da MPB.
A arte, em seus mais diversos aspectos, é uma maneira pessoal e subjetiva de comunicar-se. O músico, ator, pintor, escultor enfim todos eles procuram expressar, através de sua arte, sentimentos, emoções e experiências concretizando, de alguma forma, aquilo que "grita" dentro de cada um.
Cada um de nós, por mais apáticos que estejámos, possuímos alguma arte que estará pronta para se ...
A literatura, seja ela de qualquer gênero, é a maneira mais bonita e mágica das pessoas viajarem, rirem, chorarem etc. O poder que um bom livro possui é a arma mais poderosa de mudança em uma sociedade. As experiências transmitidas, os sonhos, os desejos e as lições aprendidas são conhecimento, são a única coisa que não pode nos ser roubada.
Falar sobre literatura talvez possa não ser considerado "glamouroso", mas é belo, é poético e é real. Quem nunca se encontrou em alguma personagem? Quem não teve os seus pensamentos modificados, esclarecidos? Ali, naquela relação com os livros, tão pessoal, fazendo seu próprio tempo, usando sua imaginação, sua criatividade e, assim, exercitando seu bem mais precioso...
No mundo em que vivemos, a linguagem caminha o lado de todas as atividades verbais e não-verbais. As linguagens se cruzam, mudando incessantemente, acompanhando o movimento de transformação do ser humano e suas formas de organização social. A literatura, ao longo dos séculos, acompanhou essas transformações, presenteando-nos com obras singularmente maravilhosas.