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Ígor Luz
Um patife adoravel, um vagabundo de boteco e um aspirante a jornalista. Nao necessariamente nessa ordem.
Mais sobre Ígor Luz?
Ombudsman
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Pára-brisa e Pára-choque
[Por
Ígor Luz
| 29 jun 2008 |
12 Comentários
]
“No último domingo, o ombudsman foi encontrado caído em uma calçada. A perícia afirma que havia grande teor alcoólico em seu sangue, motivo pelo qual foi impedido de postar a sua coluna. Ainda se espera notícias sobre a sua saúde. Quem tiver alguma informação, favor entrar em contato. Não se preocupe, sua identidade será mantida sob o mais absoluto sigilo.” Acordei ...
Ombudsman
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PROCURAM-SE BONS TEXTOS!
[Por
Ígor Luz
| 15 jun 2008 |
18 Comentários
]
O nosso ombudsman perdeu definitivamente seu estilo sarcástico. Os textos estão fracos, tão fracos que ele preferiu não desperdiçar sua fina ironia. Querem um ombudsman melhor? Então melhorem, oras! A primeira coisa que esse ombudsman procurou no site foi o Destaque da semana. Nossa editora-chefe até agora não atualizou. Eu entendo. Nenhum texto publicado merece destaque. Quando não estão patéticos, são ...
Ombudsman
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É possível acertar errando?
[Por
Ígor Luz
| 8 jun 2008 |
12 Comentários
]
Independente, objetivo, prático, realista. E competente. O ombudsman resolveu ministrar aulas de Jornalismo. Competente e Ousado. Antes de mais nada o ombudsman deve comentar as inovações. Nossa editora-chefe, Emilãine Iemai, deixou nosso site com cara de... site. Ela imaginou e trabalhou as cores do Revertério. E, junto com as outras editoras, criou uma agenda mais simples, facilitando a leitura. Quanto à ...
Ombudsman
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Ombudsman - O Retorno
[Por
Ígor Luz
| 1 jun 2008 |
15 Comentários
]
Eu sempre soube que um dia todos iriam pedir: Ígor Luz, seja nosso ombudsman! Pois bem, caros colegas. Estou de volta. No primeiro semestre me ofereci para ser ombudsman do Revertério. Eu lia as colunas dominicais da Folha e sempre a parabenizei por dispor de um profissional que criticava os próprios colegas e o veículo que o empregava. O profissional estava ...
Antigas
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De casa
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Fidel, Conquista e Hippies…
[Por
Ígor Luz
| 24 fev 2008 |
16 Comentários
]
Comemoraram? Soltaram fogos? Embebedaram-se? Não, não é pelo time de Conquista. É pelo afastamento de Fidel Castro. Novamente caiu o muro de Berlim! É hora da festa! Resolvi ler os comentários sobre o afastamento de Fidel. Nada muito interessante. Os comentários mais pitorescos foram feitos pelo próprio Fidel. Ele disse: “Meu dever não é aferrar-me a cargos”. Para um ditador que passou 49 anos no poder, eu diria que ele se aferrou muito ao cargo. A notícia mais interessante que eu li, porém, foi outra. Fidel Castro é brasileiro. Pior: ele é do Pará. É o que dizem alguns pesquisadores paraenses. Como é possível que nosso colunista Diego Ribeiro que veio dessas bandas possa ter ocultado isso da gente? Mas, pensando bem, faz sentido. Eu sempre desconfiei disso. Tudo que é ruim tem um pé no Brasil. Pelo que eu pude entender, o pai de Fidel, Angel Castro, chegou de barco a Tracuateua nos anos 20, e conheceu uma tal de Delfina. Eles tiveram um filho, Fidel Castro, que nasceu nas plácidas margens do Rio Quatipuru, em 1926, onde viveu até quase os 4 anos de idade. Depois disso foi com a família para a cidade de Iquitos, no Peru, onde seu pai tinha outra mulher. Um dramalhão.
Antigas
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De casa
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A menina dos olhos…
[Por
Ígor Luz
| 19 fev 2008 |
4 Comentários
]
Seus modos são suaves, decididos e provocantes. Eu a quero como quem dança sem prestar muita atenção na música Ou em outro sinuoso olhar. Nossos corpos, em medida perfeita, fundem-se numa só energia vibrante Seus cabelos rebolam, esvoaçantes... Meu delírio não permite melodramas. Falo daquela paixão carnal. Que faz o homem regredir aos seus instintos mais humanos E nos pequenos dengos e detalhes, submeter-se a uma inapelável atração.
Antigas
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ComunicARTE
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…e algum veneno anti-brasilidade…
[Por
Ígor Luz
| 1 fev 2008 |
5 Comentários
]
Carnaval, carnaval e mais carnaval! Eu tentei fugir do assunto. Folheei as revistas e os jornais. Fiquei com o controle da televisão na mão, espojado no sofá, à procura de um assunto diferente. Nada. Todo mundo só fala de Carnaval. Só pensa em Carnaval. O Carnaval é um marco de brasilidade. Acho que é um dos maiores marcos de brasilidade junto com o futebol, o sexo, a miscigenação. Eu sempre desconfio de qualquer coisa que é muito brasileira. Desconfio de qualquer coisa que nos deixa envaidecidos e orgulhosos.
Antigas
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ComunicARTE
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Estaremos piores em 2045…
[Por
Ígor Luz
| 16 jan 2008 |
16 Comentários
]
O meu maior – e talvez único – mérito como leitor é reconhecer imediatamente a autoria de qualquer coisa. Se me derem uma crônica do Arnaldo Jabor, saberei no primeiro parágrafo que o texto é dele. Não preciso mais do que quatro cenas para reconhecer um filme do Martin Scorsese. É algo que se chama estilo. Millôr tem um estilo, Dan Brown tem um estilo, Mariana Lacerda tem um estilo, Sâmia Louise tem um estilo, Rafael Almeida tem um estilo. É uma coisa importante: ter estilo e reconhecer estilo. Não sei se por falta do hábito de leitura, mas o fato é que os meus colegas não são muito bons nesse negócio de reconhecer autoria. Acreditam piamente que os comentários de Hans-Ludwig Günther são meus. Como se eu precisasse de um nome falso para atacar meus colegas e fazer elogios aos meus próprios textos. Aonde achei tanta erudição? Aonde achei tanto conhecimento? Quisera eu ter a bagagem cultural do Hans-Ludwig Günther. Mas o fato é que este é o alter-ego do meu amigo carioca Tom. Ele cursa direito na UFRJ, entende muito de política e filosofia e não se deixa contagiar pelo otimismo panglossiano do brasileiro. Achei que seria bom para todos que ele acompanhasse o Revertério. Não só por isso, claro. Mas por um fato mais que importante: Tom é sobrinho de Ruy Tapioca. Tenho pouquíssimos ídolos na Literatura Brasileira contemporânea e, dentre eles, está o Tapioca. Autor do bom Admirável Brasil Novo.
Antigas
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Controverso
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Em nome do Altíssimo…
[Por
Ígor Luz
| 8 jan 2008 |
16 Comentários
]
O nazismo suscita a repulsa do povo alemão. Talvez sintam-se um pouco culpados pela matança de judeus levada a cabo pela ainda viva e próxima geração “ariana”, cuja pureza da raça era prova de predestinação. São como os clérigos, que falam com assombro sobre a Santa Inquisição. Eu nunca ouvi o que Vossa Santidade, o papa Bento XVI, tem a dizer sobre colocar fogo em alguém. Algum tempo atrás, porém, como todo bom e digno alemão, ele demonstrou demasiado repúdio em relação ao holocausto, quando visitou o antigo campo de concentração em Auschwitz. Só que o Papa foi além e perguntou: “Onde estava Deus quando aconteceu essa desumanidade?” Assim é fácil. Até eu consigo. Onde estava Deus quando um terremoto matou milhares de miseráveis na Indonésia? Onde estava Deus quando uma bala perdida atingiu o menino Hugo no mês passado? Onde estava Deus quando Lula foi eleito? E, principalmente, onde estava Deus quando a Igreja queimou na fogueira os que tivessem o desplante de discordar de seus dogmas? Neste momento em que o Papa se rebelou contra Deus, vou interceder a favor do Senhor. Proíbo-os de culpá-Lo. Porque Ele está se lixando para a sua vida. Não interessa que você seja uma beata ou um bandido do PCC. Ele nada tem a ver com toda miséria do seu viver ou do mundo. Parem de atribuir ao Criador, terremotos, maremotos, furacões e ventanias. Isso é com a ciência. Isso é com as placas tectônicas. Azar o seu que mora num lugar repleto de catástrofes naturais. Mude-se imediatamente.
Antigas
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De casa
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Feia e Promíscua
[Por
Ígor Luz
| 28 dez 2007 |
30 Comentários
]
Eu já li A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, umas quatro vezes. É verdade. Melhor reler incansavelmente Clarice do que ler qualquer lançamento de Paulo Coelho. Clarice é crua, direta. E, segundo Schopenhauer e eu, escrever é a arte de cortar palavras. Mas vou ter que assumir em público. Chega a ser vergonhoso, mas é a verdade: eu só fui entender a mensagem de A Hora da Estrela, no último dia 24, véspera de natal. Todo fim de ano minha mãe e minhas tias fazem feiras para doar aos pobrezinhos da cidade. Por uma insuperável falha de caráter, sempre recusei a acompanhá-las nessas ocasiões. Não é que eu recrimine a bondade alheia. Nada disso. É que deve ser extremamente enfadonho ficar recebendo milhares de abraços e congratulações em agradecimento. Sempre fico encabulado nesses momentos. Este ano, porém, abandonei meus piores temores e lá fui eu para bairros com nomes exóticos como Cachorro Sentado e Nações Unidas. Eu estava certo: os meninos sujos abraçam insistentemente. Eu estava certo mais uma vez: não foi nada divertido, apesar de bastante proveitoso. Pude resolver uma pendenga literária de anos atrás. Entendi, finalmente, porque eu gostava tanto de Clarice Lispector e desprezava Guimarães Rosa.
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