Eu sempre digo que falar mal é bem melhor do que falar bem. Na hora de escrever meu Mr. Hyde interior domina o meu Dr. Jekyll. Mas admito que também é muito gratificante escrever sobre algo que despertou minha admiração. De fato, estou extasiado com o novo projeto que envolve Tim Burton, Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Não posso escrever sobre outra coisa, porque só tenho pesquisado e lido sobre a filmagem live-action (com atores reais) da viagem mais psicodélica da Disney: Alice in Wonderland. Isso mesmo: Alice no País das Maravilhas.
Eu sou um bom cinéfilo. Sou daqueles que acompanha o filme desde a sua pré-produção. O engraçado é que Burton não estava naquela minha lista de diretores favoritos. Antes dele sempre vinha Martin Scorsese, Quentin Tarantino e Francis Coppola. Os filmes do Tim Burton, sempre com parceria com Depp, foram ganhando minha admiração aos poucos, filme após filme.
Tudo começou em 1990 com Edward Mãos de Tesoura, àquele filme insistentemente reprisado na Sessão da Tarde. Ali mesmo, Depp e Burton já mostravam interesses em aventuras nada convencionais e personagens estranhos. Os dois viraram amigos e perceberam que, juntos, funcionavam melhor. São daquelas parcerias que não tem erro. Como Scorsese e Leonardo DiCaprio. Como Woody Allen e Scarlett Johansson. Como Tarantino e Uma Thurman. Como Gilberto Braga e Malu Mader. Tanta competência junta não tem como não funcionar.
Depois de Edward, veio a mais fraca obra da dupla: Ed Wood. Eu não gostei. Filme C. É inspirado na biografia do cara que era considerado o pior diretor da história. Tim Burton errou a mão. O interessante é que eu não conhecia a obra. Assisti esses dias porque, como eu disse, virou meu passatempo cinematográfico preferido: conferir as coisas dessa parceria. Isso, porém, não atrapalha o brilho de Depp e Burton que filmou com maestria A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e refilmou A Fantástica Fábrica de Chocolate. Impagável Johnny Depp como Willy Wonka. O filme bateu o primeiro fácil e isso é uma coisa difícil quando se fala em refilmagem.
Aí veio a animação A Noiva Cadáver. Esse filme foi um divisor de água. Não, ele não tem nada de tão grandioso em seu enredo. O negócio é que a dupla ganhou uma companheira de peso e competência: Helena Bonham Carter, a mulher de Burton. Você sabe de quem se trata. Ela deu vida à Belatriz Lestrange, a vilã-mor dos filmes de Harry Potter.
Depois disso chegou com tudo o musical trash mais bem feito de todos os tempos: Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet. Johnny Depp ficou ótimo como o barbeiro assassino. E Bonham Carter está… bem, ela está perfeita como Mrs. Lovett. Direção fabulosa de Burton. Adicione aí o talento de Alan Rickman (sim, ele mesmo: Severo Snape) e interpretações musicais belíssimas. Foi exatamente aqui que me encantei pelo estranho estilo de Tim Burton e pela beleza inteligente de Helena Bonham Carter.

Mia Wasikowska (Alice); Anne Hathaway (Rainha Branca); Helena Bonham Carter (Rainha de Copas); Johnny Depp (Chapeleiro Maluco)
Esse texto histórico foi para falar apenas do lançamento de Aliceno País das Maravilhas. Sinto que eu sou quase um co-produtor do filme. Tenho acompanhado cada teaser, imagem ou trailer. Cada entrevista sobre a obra. Participei inativamente da escolha dos personagens. Fui totalmente contra quando li que Helena Bonham Carter iria viver a Rainha Branca. Está doido, Burton? Ela é a Rainha de Copas, com aquela postura e voz singular. E ele me escutou. Anne Hathaway fica, de fato, melhor como a Rainha Branca. O Chapeleiro Maluco é do Depp e ninguém o tira. Sem sombra de dúvidas será a adaptação livre da obra de Lewis Carroll mais interessante. Pelo que já vi, posso apostar todas minhas fichas sem medo algum. Todas elas no branco, croupier. Em matéria de cinema eu não erro.
Alice só vai estrear dia 05 de março. Até lá dá para o leitor desatento conferir um homem com tesoura nas mãos, um perseguidor de cavaleiros decapitados, um excêntrico dono de uma fábrica de chocolates e um babeiro vitoriano degolador de clientes. Corram logo para as locadoras. É uma história de sucesso cinematográfico que atrai crianças, jovens e adultos.
Espero que vocês não resistam e caiam no buraco junto com Alice. Se tiverem a oportunidade de assistirem em 3D, ainda melhor. Pena que o cinema de Vitória da Conquista é uma porcaria e não tem essa tecnologia. Como tudo nessa cidade, o cinema é de araque e terceira categoria. Deixa eu parar por aqui. Parece que o Mr. Hyde voltou.
Vejam o Trailer






Haja vista a critica presumo que seja um bom filme. Gostei de ‘Edward Mãos de Tesoura’, mas parei por aí. Não sendo o meu genero preferido, ainda é válido conferir o filme pela ilustre presença de Mia Wasikowska, a Alice. Mia tem um encanto diferente das jovens atrizes. Acompanho ela a algum tempo, e tenho dito, choverão Oscars e equivalentes. Bom Texto!!
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