A moda nasceu essencialmente masculina. Houve um tempo em que os homens se vestiam com muito mais preparo e esmero do que as mulheres. Isso é claro, na Idade Média e Moderna. É assim que se dará o princípio dessa matéria. Uma rápida aula sobre moda com a ajuda de Aldo Clécius, jornalista graduado pela Uesb e pós-graduado em moda e comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Tudo começa com o desejo dos burgueses, na época uma classe ascendente, em parecer com os nobres, a classe dominante. Mas, naquele tempo existiam leis que controlavam o modo de vestir das pessoas, as chamadas “Leis Suntuárias”. Você devia vestir-se de acordo à classe social a qual pertencia desde quando nasceu. Como quase todo mundo que tem muito dinheiro, os burgueses não fugiram a regra, e se achavam acima da lei e burlavam a mesma. Toda vez que os burgueses copiavam as roupas dos nobres, esses mudavam os trajes. E nesse imita, muda, imita, muda, surge o gosto pelo novo.
“Se você analisar a evolução da roupa do século XII ao XVIII verá que as vestimentas masculinas variaram completamente. Enquanto que as roupas femininas, embora cheias de frufrus e arranjos, possuíam basicamente duas peças: o corpete e o saião”, observou o estilista. Mas é logo após a Revolução Francesa que toda essa história sofre uma reviravolta, e a mulher passa a dominar o mundo da moda. Momento esse que foi batizado de “A Grande Renúncia”. Quando de fato a burguesia chegou ao poder, simplificou a roupa masculina de acordo ao seu modo de viver: casaca, blazer, calça (terno) e chapéu. Adequando assim, trajes mais confortáveis para o trabalho do dia a dia.
Foi também com a chegada dos burgueses ao poder que se instaurou uma lei que proibia o homem de usar maquiagem e vestir-se cheio de pompa. Assim surge a taxação de “homem efeminado”, para aquele que se vestia com toda essa produção. Entretanto, para mostrar toda sua ostentação, entra em cena a esposa/mulher, que se torna uma verdadeira boneca de luxo. “A partir daí, as mulheres dominam o cenário da moda. Esse fato vai perdurar até a década de 1980, quando a vaidade masculina ganha um novo fôlego”, declarou Aldo, ao concluir essa breve aula.
Para voltar aos nossos dias, Aldo Clécius observa que a moda é o único mercado no qual a mulher ganha muito mais que o homem, do ponto de vista da profissão de modelo. Porém, nos últimos dez anos o mercado melhorou muito para o modelo, que tem uma vantagem em relação às modelos. Sua vida útil é maior, quanto mais maduro, mais interessante ele fica para a passarela, ao contrário delas. “Hoje os modelos que são considerados top, ganham em média três mil reais por passarela ou quinze mil por campanha. A nível de comparação, Evandro Soldati, um dos grandes modelos brasileiros, atualmente chega a ganhar cinqüenta mil reais por campanha, enquanto a Gisele Bündchen leva mais de 1 milhão”, disse o estilista.

De acordo com Aldo, os homens conquistenses são extremamente vaidosos. Costumam ir ao salão de beleza aplicar luzes e fazer unhas das mãos e pés. Além de se vestirem de forma bem diversificada. Prova disso é o crescimento e surgimento de lojas voltadas para a moda masculina, seja executiva, surfista, street, fashion ou casual. E para todos nós ficarmos ligados no que vem por aí na moda primavera/verão masculina, seguem dicas do estilista que além de práticas, são muito importantes. A calça saruel, principalmente em jeans, estará em alta. O colete também estará na moda e deve pegar. Outra mania para o verão serão as camisas de gola V. Do mesmo modo, as camisas pólo voltam à moda com novidades: uma malha em cotton e um pouco mais colada ao corpo, o que proporciona um desenho bonito e valoriza o homem que freqüenta academia. Camisas mais curtas e calça cintura baixa vão prevalecer, tudo isso com a intenção de mostrar o elástico da cueca, que deve vir com grande variedade nesse verão (então não é sinônimo de desleixo mostrar parte da cueca).
O estilista também deixou dicas baseado no tipo físico de cada homem: “aquele que está acima do peso não deve usar roupas coladas no corpo. Então as camisas citadas há pouco não vale para ele, tampouco, a calça cintura baixa. A menos que use com camisa de botão e as t-shirts, que apesar de serem curtas tem uma modelagem mais larga nas laterais, o que ajuda a disfarçar a barriga, além de dar um ar moderno. Entendeu direito, Igor Luz? [risos]. Para os malhados o cuidado é não parecer que está usando roupas do irmão mais novo. Então tem que ficar ligado no tamanho ideal das roupas, nem muito colada, nem muito folgada. Já os muito magros, devem evitar roupas muito folgadas, para não ficar sobrando. Para os homens baixos vale usar roupas de cores muito próximas embaixo e em cima, o que causará uma ilusão de ótica, dando a impressão que ele é mais alto do que realmente é. Ao contrário dos baixos, para os meninos muito altos, o truque é usar cores contrastantes em cima e embaixo. O que promoverá uma atenção para a cintura, causando a sensação de que ele é um pouco menor.
Não se trata de ser refém da moda, na verdade, todos gostam de se vestir bem. O que atualmente tornou-se praticamente uma necessidade nessa sociedade onde a imagem em todos os campos é tão valorizada.





Gentem, esta matéria é uma das mais lidas e não tem nenhum comentário?
Bom, de início achei a calça saruel esquisita, mas hoje já tenho a minha! rs Mas a minha nao tem a folga tão grande como a da foto a cima.
O mais bacana dessa matéria, além das dicas, é a retrospectiva do vestuário masculino pela História. Antigamente os homens pareciam umas Drags Queens e era normal! Rs!
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