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Castigo

Por Sâmia Louise Ler mais textos de Sâmia Louise
19 de julho, 2009 | Um comentário

Sinceramente, o Revertério está me cansando. Sempre os mesmos erros. Talvez, daqui pra frente, não me darei mais ao trabalho de escrever novos textos. Vou apenas repetir os antigos. Ctrl + C e Ctrl + V. Simples assim.

O tema escolhido por Dany Ana Cavalcanti foi muito interessante. Tão interessante que achei que a autora deixou a desejar em sua abordagem. De início ela foi bem, ao lançar a problemática da exposição da vida de pessoas comuns à sede da mídia sensacionalista, e questionar essa escolha. Mas, a partir do quarto parágrafo, as coisas tomam outro rumo. A começar pela velha e boa gramática: letra maiúscula após os dois pontos, uma próclise mal empregada, a estúpida falta de concordância de gênero entre “um especialista” e “ela”. A partir daí, a conclusão da autora se apresenta em forma de palpites soltos. “Deve haver uma explicação psicológica, aliás, várias…”. Com certeza existem explicações, ou ao menos hipóteses. E não apenas psicológicas, mas também históricas e sociais. O texto, porém, limita-se ao achismo vazio da autora, sem nada muito profundo e fundamentado.

A estréia de Harry Potter e o Enigma do Prícipe foi o carro-chefe do Comunicarte de Ígor Luz. Mais uma vez, a ombudskvinna esbraveja: assistir é um verbo transitivo indireto, e por isso é acompanhado sempre por preposição! Portanto, é assistir às transmutações. E obra-prima continua tendo hífen, por favor. No mais, questiono a colocação do autor de que “a saga Harry Potter perdeu agora qualquer índice de infantilidade”. Qualquer índice de infantilidade? Bom, ao eu ver, qualquer história com bruxos que lançam feitiços para arrombar portas e viajam no tempo numa espécie de bacia tem, sim, indices de infantilidade. O que não quer dizer que ela não possa atrair a atenção de adultos. O que não quer dizer, também, que ao longo de uma série não possa tornar-se mais madura. Os exageros extremistas de Ígor sempre persentes, claro.

Muller Leandro. Se a ombudskvinna estivesse com um pouco mais de paciência, ela daria uma aula de vírgulas hoje. Mas ela apenas vai fazer o enorme favor de avisar-lhe o quanto você precisa revisá-las. Ou, quem sabe, aprendê-las. Em geral, comparado ao último texto do autor, neste foi notável uma queda de nível. Não foi tão bem escrito. Muller aborda a falta de espaço na mídia para outros esportes como um problema restrito a Vitória da Conquista. Essa reflexão de que o Brasil como um todo é um país culuralmente voltado para o futebol só entra em cena na citação de Enrique Escudero. E por falar nessa citação, ela ficou longa demais. Deveria ser quebrada, para evitar que fique cansativa. Antes da citação de Escudero, o texto traz a de Maciel Júnior. “Segundo Maciel Júnior, jornalista e locutor da rádio transamérica em Vitória da Conquista, afirmou…”. Ou é segundo Maciel Júnior, ou é Maciel Júnior afirma. Os dois juntos não dá.

Tomara que esses tolos jornalistas um dia consigam aprender algo. Porque a ombudskvinna, em sua experiência como tal, já aprendeu: é castigante ter que corrigir crases, vírgulas, concordâncias, exageros e escritas medíocres. Um castigo necessário e, pelo visto, eterno.

 
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Um comentário »

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    Gosto de vê-la assim. AVISO: indo embora… já tô com saudades… espero saber de minha situação. Abraços. Cresci muito aqui, e quero mais.

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