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A súplica da Ombudskvinna

Por Sâmia Louise Ler mais textos de Sâmia Louise
12 de julho, 2009 | 2 Comentários

O Revertério amadureceu muito. Os jornalistas têm trazido temas relevantes, trabalhando-os de forma satisfatória e, por vezes, levantado boas discussões. Porém, eles ainda insistem em carregar erros formais tolos, que ferem a plenitude dos escritos. A Ombudskvinna tentou, ao máximo, não citar erros gramaticais nos últimos domingos. Mas, neste, eles tornaram-se maiores do que ela.

Ellen Lapa melhorou muito. O texto foi interessante. Mas ninguém “atende os bairros”, e sim aos bairros. E o “sem espaço” (linha 2, 1º parágrafo) deve ser acompanhado por duas vírgulas. Juliana Pinto nos presenteou com ricas informações. Ótimo texto. Mas não se separa o sujeito do verbo com vírgula (“a meta do Brasil, era alcançar”). E o “está” (linha 1, 4º parágrafo) está incorreto. É estar.

O Informando de Lays Macedo foi pobre. Não pelo seu tamanho, mas pela carência de maiores explicações. Quem são, afinal, os apenados? O que faz da Jornada “uma luta constante”? Para um leigo, a nota não esclarece nada. Ah, e ela esqueceu-se também que se deve evitar começar um período com verbo – eles são mais aceitos apenas quando em forma de particípio ou gerúndio. E palestra alguma “visa uma maior aproximação”. O máximo que elas podem conseguir é visar A uma maior aproximação.

Diferente de Lays Macedo, Wilson Junior trouxe um Informando recheado de informações. Pena que ele repetiu a palavra competição cinco vezes, apenas no segundo parágrafo. Cinco vezes! Confesso que só terminei a leitura porque é minha obrigação. Como leitora comum, eu soltaria dois nomes feios lá pela terceira competição. E mudaria de texto.

A Ombudskvinna tenta, desde o início do seu ombudsmato, ensinar português a estes infelizes jornalistas. Mas, diante do seu insucesso, começa a achar que o problema é nela. Assumindo sua incompetência, ela suplica então por ajuda. Clama ao Conselho Diretor a contratação de um professor de português. Não precisa ter formação superior, nem cursos na área, nem nada. Basta apenas saber o basicão. Quem sabe Dona Nivalda, quando concluir o Projeto Brasil Alfabetizando, poderá dar uma forcinha.

 
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2 comentários »

  • 1
    Cauê :

    Como até a ombudskivinna pode cometer erros, pergunto se o certo não seria “o problema é dela” ao invés de “o problema é nela”. De resto, ótimo como sempre!

  • 2
    Ígor :

    kiakkkkkkkkkkkkkkkkk… Dona Nivalda foi ótimo!!!

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