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A Profissão é: Engenheiro Florestal

Por Diego Ribeiro Ler mais textos de Diego Ribeiro
11 de novembro, 2008 | 10 Comentários

Engenheiro Florestal. Essa é uma das  profissões com maior abertura no mercado de trabalho atualmente. Na UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) o curso de Engenharia Florestal é recém implantado e está prestes a completar quatro anos e consequentemente formar os primeiros profissionais. Para conhecermos um pouco mais sobre este universo, o Revertério  conversou com o estudante do curso Alcides Pereira Neto, que está no 3º semestre e com o Professor Christian Dias Cabacinha, formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras. Ele também fez mestrado na mesma universidade, na área de Florestas de Produção e é Doutor na área de Estrutura Dinâmica e Ambiental, formado pela Universidade de Goiás.

O estudante do curso Alcides Neto diz ter escolhido Eng. Florestal por afinidade e por proporcionar o contato com a natureza, assim os alunos não ficam restritos a sala de aula, e de acordo com o próprio estudante o curso é bem dinâmico nesse sentido. Na sua época de pré-vestibulando ele fez o 3º ano e cursinho simultaneamente. “Busquei estudar pelas provas da UESB, pois como sou da Chapada Diamantina, lá o foco costuma ser UNEB e UFBA, e eu queria Eng. Florestal na UESB”.

Muito entusiasmado, ele confessa que o curso está correspondendo as suas expectativas: “Estou gostando bastante do curso. Sabe quando o despertador toca as 06:00 h da manhã, mas você sabe que vai fazer o que gosta? É assim que estou me sentindo”.

O graduando disse que o perfil de quem pretende cursar Eng. Florestal deve sempre saber usar de forma racional os recursos florestais. De acordo com ele, essa é a característica básica, mas existe, por exemplo, situações de trabalho de campo, e quem não gosta de se aventurar no campo não está apto a fazer Eng. Florestal, “até porque nos primeiros semestres a gente tem aula de campo e já vamos para a floresta”.

O estudante também foi perguntado sobre a estrutura e docentes do curso, e ele respondeu: “O curso de Eng. Florestal da UESB é recente, e como a maioria dos cursos recentes enfrenta dificuldades. O curso tem uma estrutura básica, mas faltam livros da área na biblioteca. Infelizmente existe a falta de um espaço próprio, o nosso curso ainda é muito ligado ao de Agronomia, e isso é ruim, pois ficamos dependentes deles, e nós temos muitas diferenças em se tratando do foco dos cursos. Mas tivemos muitas conquistas ao longo desses quatro anos, por exemplo, temos um número razoável de professores Eng. Florestais, mestres ou doutores, e isso nós precisamos destacar”.

Alcides Neto encerrou a entrevista falando de suas expectativas para o mercado de trabalho. Segundo ele, o Engenheiro Florestal é uma das profissões mais promissoras da atualidade, assim como a maioria das profissões ligadas ao meio ambiente. “É uma área muito aberta, o Sul da Bahia oferece empregos na área de celulose. Na Chapada Diamantina tem Parques que carecem de Eng. Florestais. Então minhas expectativas são as melhores possíveis, pois sei que seu eu me qualificar e me esforçar, vou conseguir um bom emprego.”

O professor Christian Dias Cabacinha disse que o curso é recém implantado, e ressalta que como qualquer curso novo, esse também possui problemas estruturais. “A UESB dispõe de uma estrutura razoável para atender o curso, sobretudo para as disciplinas do ciclo básico. “Mas temos promessas por parte da Reitoria, da construção de mais laboratórios, que irá compor  um Centro de Ciências Florestais”, complementa o professor. Outro problema abordado por Christian Cabacinha foi a questão de problemas envolvendo o quadro de docentes do curso: “No último concurso público que a UESB realizou entraram mais quatro professores Eng. Florestais efetivos, hoje nós temos sete professores efetivos voltados completamente para curso e que ministram disciplinas profissionalizantes (5 efetivos e 2 temporários), sendo que o ideal de acordo com o professor seriam de dez a doze profissionais no mínimo.
 
O Engenheiro Florestal também foi questionado a respeito das principais características do curso e ele respondeu: “As pessoas acham que o curso tem um perfil e ao longo do tempo descobrem que não era como imaginavam e acabam desistindo, principalmente quando começam a cursar as disciplinas profissionalizantes. O curso de Eng. Florestal, como o próprio nome diz é um curso de Engenharia, portanto possui uma série de disciplinas especificas da área. De acordo com Christian Cabacinha o curso é dividido em quatro grandes áreas: Ecologia, Silvicultura, Tecnologia da Madeira e por fim Manejo Florestal. O elenco de disciplinas do curso é voltado para estas grandes áreas.

Em se tratando do mercado de trabalho o professor falou que os estados do Sul e alguns do Sudeste o setor florestal já está mais consolidado. Mas a área tem crescido e avançado principalmente para o Centro-Oeste e agora para o Nordeste do país. Na região Norte o setor é mais forte na área de manejo de florestas nativas a partir de cortes seletivos para obtenção de madeira para serraria. Aqui no estado da Bahia uma siderúrgica deverá ser implantada, e isso aquecerá bastante o setor. De acordo com o Engenheiro, o governo do estado tem um projeto voltado para bosques florestais, que inclusive tem professores da UESB envolvidos, e isso deverá aquecer ainda mais o setor florestal.

O assunto ainda é o mercado de trabalho e sobre ele o profissional declarou: “Em relação à remuneração, o piso salarial são de oito salários mínimos, mas para quem está começando é difícil receber este piso. Geralmente os salários variam entre R$ 2.000,00 a R$ 12.000,00 para quem já possui bastante experiência”. O Engenheiro Florestal também aconselhou a respeito do que pode fazer a diferença para conquistar uma vaga no mercado: “O ideal é que durante o tempo de faculdade o estudante procure gerar competências que um aluno que simplesmente assista às aulas não terá. Então é importante se envolver em projetos de pesquisa, extensão, estágios, participar de congressos e outros eventos técnico-científicos. Isso tudo vai gerar uma formação diferenciada que na disputa por uma vaga no mercado fará a diferença”.

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10 comentários »

  • 1
    Dany Ana :

    è um curso maraaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • 2
    Lay :

    kkkkkkkkkkkkkkkkk
    pq agroboooy eh maaaaaaaaara!!

  • 3
    Lay :

    e floresboy tbm!!

    ;D

  • 4
    Zée :

    Showw! Floresteiros dominando o mundo. asahsuh

    Massa a materia. Parabéns!

  • 5
    Eyde :

    Muito bom, parabéns pela matéria…

  • 6
    Angélica :

    O curso é mesmo fascinante!!! E essa matéria??? perfeita!!

  • 7
    Alex :

    Vou prestar vestiba pra floresta agora…. e eu tenho esse perfil que o alcides falou……

    Acho que é minha praia…

  • 8
    fernanda couto :

    Oieeeee!!!!!!!!!!!!!! o curso é excelente sim, e tem um grande fututro para quem vai cursar ou esta cursando, vamo que vamo minha gente!!!!!!! este é o CURSO.
    Esse professor cabacinha é um grande mestre eu falo pois o conheço e ja me deu aulas esse é o ENGENHEIRO FLORESTAL que todos temos que nos espelhar .
    parabéns cabas a matéria ficou otima……………..
    bjos e ate mais

  • 9
    Tiago :

    Sou Engenheiro Florestal e, não apenas por isso, parabenizo os idealizadores dessa matéria. Gostaria de destacar a importância da especialização após a graduação, que está se tornando fundamental para que a carreira profissional tenha mais sucesso e solidez. É importante pensar sobre isso durante a graduação.

  • 10
    Dafne :

    Que saudadeeeeeeeeeee da minha turma de Engenharia Florestal da UESB, fui da primeira turma… mudei de curso, não me arrependi… mas confesso que sinto saudades… realmente é um curso muito bom, e vcs não pecaram na matéria… parabéns!!!

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