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Dormindo no ponto.

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01 de novembro, 2008 | 5 Comentários

Depois de uma festinha na UESB (se é que pode chamar de festinha o encerramento de uma semana de Comunicação chata para caralho) e de ter quase dormido no ônibus (sim, cerveja me dá sono e se não tem nada ou ninguém interessante, os olhos fecham e a cabeça cai pro lado), fui parar num apartamento, com uma festinha de verdade. Só para começo de conversa, as mulheres estavam sem blusa, levemente alcoolizadas e loucas por – como dizer? – algo mais picante. O sono foi embora imediatamente.

A noite prometia demais e a única coisa que tinha prometido a mim mesmo é que pegaria qualquer uma menos a de sutiã bege. Não, não é cisma com a cor. Mas, comparações entre a feição da moça e a de um cavalo eram inevitáveis.

Caímos na farra. Cerveja, uísque vagabundo, cachaça… 15 minutos de farra e eu já estava sem calça. Começou um “faz ou bebe” típico dessas festinhas. Aí você já sabe, meu amigo: salivas, mãos, mais cerveja, mais uísque vagabundo, mais cachaça…

Chegou uma loirinha tutti-frutti. Uma coisa. Linda demais. Ela se recusou a tirar a blusa e a beber qualquer coisa. Valia a pena tentar. Cheguei perto. 5 minutos de conversa (mais da minha parte do que da dela) e… adivinha? Não peguei. Depois cheguei mais próximo e li a mensagem em alto relevo que ela trazia na blusa: “Minha vida tá ruim pra cacete. Ou melhor: sem cacete!”. Então, tá. Entendido.

Mais uísque vagabundo. Mais cachaça.

E aí…
O uísque subiu. E não subiu pouco. Subiu de jeito.
Lembra da pocotó de sutiã bege?
Não é que ela ficou mais charmosinha?
Beijei a mina. Descubro que eu era o quinto da noite para ela. Olho ao redor: a festinha tinha 5 caras! A cadela (ops… cavala) pegou todos que estavam lá! E o pior: me deixou por último. Prefiro acreditar que é algo estilo grand finale.
A última frase que eu lembro dessa festa saiu da bola da moça: “Quer ir para um quarto?”.
Não lembro o que respondi…

Eu acordei… Como assim? Você acorda?
É, eu acordo… Também não sei quando eu dormi, só sei que eu acordei. Onde? No sofá da sala das meninas.
A partir daí é aquela coisa de bêbado. Os meus amigos me ajudando. Perdi o tênis. Perdi minha blusa de frio. E para completar… não dei o tiro na coruja. Dormi no ponto. Fica pra próxima.

Mais uma coisa eu quero dizer: até hoje, meu amigo, nunca encontrei uma mulher que valha 30 reais + ressaca + tênis reebok + casaco onbongo.
E, provavelmente, não será nessas festinhas que vou encontrar. Se encontrar, caso imediatamente.

Depois disso tudo, qual a lição que eu tiro? Quando beber demais, não use camisa branca. A combinação vômito + camisa branca não é das mais prazerosas.

No outro dia, com uma colossal dor de cabeça, recebo uma mensagem no celular: “Adorei a noite de ontem, quero te ver novamente”. Não é que a pocotó se lembrou de mim, mesmo eu tendo dormido no ponto. Uma dúvida: em que momento da festa eu dei meu telefone a ela?

Eu falei. Eu falei que a noite prometia.

 

Por Ígor Luz

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5 comentários »

  • 1
    Ju :

    To com tanto sono!
    Acho que é a cachaça!

  • 2
    Gil :

    Pra comentar este texto, basta usar as palavras do próprio:
    - Chato, vagabundo e ruim pra cacete!!!

  • 3
    ronaldo junior :

    Muito bom, muito bem mesmo…

    eu sorrir…kkkkkkkkkkk

  • 4
    priii :

    dormir?! isso soou comum!!

    ahuahuahuahuauha…..

  • 5
    Lay :

    kkkkkkkkkkkkk
    Álcool + Ígor Luz = Dormir

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