Pedro Ortiz, diretor da TV USP, documentarista e ministrante da oficina Produção de conteúdos para TVs universitárias da 4ª Mostra de Cinema Conquista, falou ao Revertério sobre o evento e a TV UESB. O jornalista, mestre e doutor em Integração da América Latina – Área de Comunicação e Cultura, tem um currículo extenso, o qual faz um passeio pela Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil e TV Bandeirantes.
A Mostra de Cinema Conquista atendeu às suas expectativas?
Vim aqui com algumas expectativas, claro, porque eu não conhecia Vitória da Conquista, não conhecia a Mostra, nunca tinha participado e tinha apenas algumas referências. Eu sabia que era um trabalho que estava muito bem organizado, pois tem toda uma equipe trabalhando aqui há muito tempo. Eu me surpreendi positivamente, porque encontrei aqui um público muito interessado em cinema e audiovisual, televisão. As sessões estiveram sempre muito cheias, os estudantes com uma participação muito engajada, muito interessados numa oficina de quase três dias, em que as pessoas resistiram bravamente, e também nos seminários e debates. Então, eu vou com a alegria de ter podido participar deste evento, de ter contribuído em alguma medida, levando na bagagem uma série de aprendizados também, de contatos. Espero até poder voltar para podermos continuar um projeto de parceria para fortalecer mesmo a TV universitária e educativa.
Você conheceu a estrutura da TV UESB? Caso sim, o que achou dela?
Eu conheci a TV UESB. Sei que é uma estrutura jovem, uma TV que tem uma equipe pequena e jovem, tem uma série de questões a serem resolvidas do ponto de vista de equipamentos. Mas, não é muito diferente da realidade da maioria das TVs universitárias e educativas e ela tem um potencial muito grande de crescimento, eu acho que quanto mais ela conseguir estar presente no dia-a-dia da comunidade universitária, da própria cidade, da região, porque é uma TV aberta, e ela puder ter participação dos alunos, professores, funcionários e ser, de certa forma, abraçada pela comunidade universitária, ela vai crescer não só em equipamentos e quantidade, mas, principalmente, em qualidade e vai poder desempenhar o papel de uma TV educativa e universitária que é o que a gente, cada vez mais, precisa na área de televisão.
Qual seria o começo de uma “fórmula” para que pudéssemos alcançar o sucesso da TV UESB?
Um bom começo é a TV definir um pouco a missão, qual é o seu papel dentro da universidade como TV universitária. Poderia se pensar em organizar seminários e discussões com a comunidade para se analisar o projeto da TV, uma vez que ele é muito recente. Também, pensar numa forma de institucionalizar a TV, no bom sentido de que ela possa ter relações com vários seguimentos da sociedade e com o próprio curso de comunicação. Tomara que seja criado o curso de audiovisual também, que vai ser mais uma possibilidade de produção audiovisual. Eu entendo que a TV tem que, cada vez mais, estreitar relações e abrir as portas para que mais estudantes, professores e funcionários interessados que tenham um projeto possam participar; alunos não só do curso de comunicação, mas também de outros possam ter acesso. Tem que ser um trabalho, que claro não acontece da noite pro dia, ele é um processo da definição de qual é o projeto, consolidação, e alianças dentro da comunidade universitária para que se consiga implantar definitivamente esse projeto, e que a TV possa refletir um pouco a diversidade da universidade, ainda mais de uma universidade pública estadual como a UESB, que é mantida pela própria sociedade. Então, quanto mais a TV puder refletir não só a comunidade universitária, mas também vários segmentos da sociedade, ela vai se fortalecer e desenhar um papel muito importante. Eu costumo dizer, e disse aqui, por várias vezes, que as universidades que possuem o privilégio, hoje, de uma concessão de TV educativa aberta e também de rádio, têm nas mãos um diamante bruto e esse diamante tem que ser lapidado, e muito bem lapidado pela comunidade, porque ele pode ser um veículo de comunicação importantíssimo e fundamental para a universidade e sociedade.
Foto: Camila Teles.







Concordo quando ele fala da importância de se ter um curso de audiovisual. Em uma TV universitaria os cursos de comunicação c/ abilitação em TV e com abilitação em jornalismo se completam e proporcionam o crescimento da TV. Eu faço comunicação em rádio e TV na UESC e aqui temos essa mesma carência. Muitas vezes a nossa programação em termos audiovisuais segue o padrão, no entando quando entra na área que compete ao espaço do jornalismo o nível cai. Em um texto do reverterio um dos colunistas tratou da falta de materias que tratem de fotojornalismo no curso ai, (nós temos) e aqui nós sentimos falta de materias que nos passe a realidade do jornalismo que sem dúvidas está inserido da TV(vocês têm)
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