A vida não pára. O tempo me passa veloz e dou conta que o mundo também passa.
Procuro inspiração no que não vivi. Inutilmente, quando o que vivo fala mais alto… O ar me chega aos pulmões, vozes amigas ressoam, sorrisos me iluminam. O sol se põe colorido anunciando a lua alta que vem.
Esse é um canto à vida. É o anúncio de novas esperanças. Reviro-me na ânsia interna de voltar a sorrir sinceramente.
Não me sinto liberta das amarras de inquietações nem tampouco de ausências. Carrego-as comigo tal qual tatuagem, pra manter os pés no chão. A cabeça embora presa não segura os pensamentos. Esses voam longe.
Passo a me encantar mais com as harmonias musicais de quem toca profundo. Palavras sentidas por mim, escritas por outras mãos. Enxergo na dança do dia-a-dia uma maneira de me renovar a cada nascer do sol e de me recompor com o brilho da lua.
Encontro na natureza a força que me foi negada por seres ditos humanos, incapazes de amar. Saúdo a natureza e suas energias. Saúdo sua plenitude incondicional. Saúdo as pequenas coisas.
Nesse momento, sinto-as me tocar. O olhar sincero do anjo-irmão, as mãos estendidas do amor materno, o sorriso revigorante da presença paterna. Ligações que me parecem (e são) mais profundas. Ligações d’alma. As marcas inapagáveis de quem a voz ecoa, mesmo que em outra dimensão.
A vida não pára. O tempo passa, nos envolve. Sinto-me viva, mais de alma que de corpo.





Já estava com saudade de ver as palavras arrumadas nesse jeitinho Mari de escrever…
Sempre profunda nas palavras, segue com o equilíbrio dos pensamentos…
Lindo!
Te amo, viu!?
lindo, lindo! =)
e saiba que no meio desse amor materno, coexiste o meu amor por voce!
TE AMO =*
mari como sempre fantástica
;)
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