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Na Mesa do Candidato: Esmeraldino Correia (PDT-12)

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12 de setembro, 2008 | Um comentário

Esmeraldino Correia é candidato à prefeitura de Vitória da Conquista pelo PDT - 12.Candidato: Esmeraldino Correia.
Vice: Geraldo Botelho.
Idade: 55.
Cidade Natal: Vitória da Conquista-BA.
Atividades: Professor universitário, escritor e Tenente Coronel da Polícia Militar.
Política: Filiado ao PDT (Partido Democrático Trabalhista) e concorre ao cargo de prefeito pela coligação “Por uma Conquista Livre”, composta pelos partidos DEM/PDT/PMDB/PMN/PP/PR/PRB/PSC/PTC/PTN.

No seu projeto, quais são os pontos básicos para provocar melhorias no nosso município. Por quê?

O prefeito é, essencialmente, responsável pela educação fundamental, saúde e segurança pública. Além da infra-estrutura municipal, como praças, iluminação pública, matagais e limpeza pública. O prefeito é essas três bases, que dão rumo e norte ao governo. Como eu represento o PDT – Partido Democrático Trabalhista –, eu sou essencialmente pela educação. O forte do PDT, desde Anísio Teixeira, passando por Darci Ribeiro, por Leonel Brizola e hoje pelo nosso Senador Cristovão Buarque, é a revolução na educação, implantando nas escolas de ensino fundamental, trabalhando com as creches e as pré-escolas. Quanto à educação integral, a criança chega na escola às oito horas, tem na parte da manhã a matriz curricular, na parte da tarde almoça, efetua as refeições básicas, ela entra na monitoria, ver noções de higiene, de cidadania, oficinas de arte, literatura, esportes, lazer sócio-cultural. Então, todo um contexto de movimento e formação complementar à matriz curricular, onde as noções de cidadania são prioridade máxima ao PDT, que pretende, se esforça e fará a melhoria da cidadania das nossas crianças e adolescentes. Esse é o nosso projeto central. Obviamente, para complementar uma ação educacional, você tem que desenvolver o esporte e lazer sócio-cultural. Aí vêm as praças públicas, as praças de esporte, as acadêmias públicas, o incentivo. Quando você faz esporte, você promove a saúde. A promoção da saúde pública é também uma outra meta forte do governo pedetista; se dá no sentido de que nós vamos trabalhar o assistente social, que tem que fazer a análise das condições sociais. Vamos trabalhar o nutricionista, para ver e perceber os componentes alimentícios que dê energia, vida, vivacidade e capacidade à pessoa. Vamos ver, ainda, o professor de educação física, no contexto de que ele precisa exercitar, movimentar, para fazer as pessoas tornarem-se aptas fisicamente e a psicóloga que vai nos ajudar fazer a medição. Este é um projeto de forma breve, mas que traça as linhas pela educação, pela saúde, pelo esporte e lazer sócio-cultural.

E quanto aos outros aspectos, tais como cultura, infra-estrutura, lazer, meio ambiente, segurança e transporte, como o senhor pretende atuar?

Segurança: A segurança é outro fator fundamental. Aliás, segurança é um reclame muito forte em toda a comunidade brasileira hoje. Nós vivemos em um país que tem índices alarmantes de violência urbana, o que é preocupante. Nós vivemos em uma democracia, entretanto não sabemos ainda, não aprendemos ainda o caminho da solução de nossos problemas. A violência implica e tem suas causas nas niquidades sócio-econômicas, no desemprego, no preconceito, na violência contra as crianças, as mulheres, no desrespeito aos idosos, impulsividade do autocontrole no plano individual das pessoas. Então nós vivemos em uma democracia, num debate aberto, já de algum tempo que historicamente é muito pouco, mas já devia ter repercutido melhor nos índices de violência urbana, por exemplo, que são preocupantes e assustadores. Eu, que comandei um batalhão aqui, sei muito bem o nível de violência, pânico, terror e medo no qual a cidade vive. Portanto, darei prioridade absoluta, também, junto com educação e saúde, à segurança pública. Implantarei uma guarda municipal eficiente, que estará agindo, interagindo e parceirizando com as polícias civil e militar atitudes de prevenção à criminalidade para contê-la. Óbvio que faremos intervenções macro-sociais nas áreas degradadas, essencialmente naquelas onde a delinqüência é forte, pois nós sabemos que há bairros periféricos mais sofridos. Para lá vamos com emprego e renda. E para isso, eu tenho o apoio do ministro Carlos Tupi, ministro do trabalho do governo Lula. Sou da base do governo Lula. Então, nós temos que tratar de emprego e renda, das condições de moradia, higiene, esgoto, esgotamento sanitário, praças de esporte, essencialmente bibliotecas, e lazer sócio-cultural.

Cultura: O cultural é o que nós falamos, é reportar as nossas origens com a cultura, por exemplo, e a de mandioca é uma delas. Conquista é um planalto que já produziu muita mandioca, que ainda tem a mandioca, e faz, por exemplo, a festa do biscoito. Pegar a nossa vocação de inverno, período frio, fortalecer o festival de inverno, não aquele restrito, fechado, elitizado, mas o festival de inverno que todos possam usufruir, e aí entra o café, que é outra  cultura forte, interliga, aquece os corações das pessoas fazendo a cidade vicejar e ter o seu melhor, melhorando seu estado de espírito.

Meio Ambiente: Eu sou professor universitário, escritor e Tenente Coronel da PM. Tenho analisado no meu dia-a-dia, na minha caminhada, que todos estão trabalhando a questão do meio ambiente. Nós sabemos que os recursos são limitados e que essa produção industrial em série consome velozmente recursos naturais e produz rejeitos, refugos, dejetos, escórias e poluição. Nós temos, hoje, que saber fazer, e sobretudo, conscientizarmos ambientalmente nossas crianças já na pré-escola, no primeiro momento, de que é preciso mudar o nosso comportamento. Nós precisamos saber poupar, preservar, cultivar e renovar os nossos recursos naturais, porque precisamos legar aos nossos filhos e netos a humanidade que segue em frente, que precede a que nos deixou, legar para frente paz, tranqüilidade, flora, fauna, ar, água, tudo isso natural, limpo e necessário pra que a vida possa ser realizada e aconteça. Eu tenho uma preocupação muito centrada nisso. Nós vamos fazer uma reciclagem, aumentar a presença de ecopontos que recebem materiais recicláveis, fazer com que as escolas do ensino fundamental adotem um estudo, uma análise, um aprofundamento já na criança, na percepção de que o meio ambiente é fundamental à preservação nossa como espécie, e nós não podemos degradá-lo como está sendo degradado. Aqui tem o Rio Verruga, que já é poluído, o som aqui já é insuportável, poluição sonora, visual, das águas e do meio ambiente. Tudo isso é comprometedor para as gerações futuras. Nós temos que tomar um ponto, a partir da educação ambiental, muito forte, de que os recursos naturais precisam ser preservados. Nós temos que poupar e aprender a ter a cultura do reciclar, do reaproveitar e do reutilizar com muito critério, com muita decência, pra preservar o nosso meio ambiente e legar às futuras gerações uma vida repleta de saúde, realizações e possibilidades.

O senhor tem algum projeto para os universitários da cidade, assim como para as universidades?

O prefeito não cuida de universidade, o prefeito cuida de ensino fundamental, na questão da educação. A atribuição específica dele é o ensino fundamental, daí a resposta ter tanta ênfase na questão do ensino integral, integralizado, para as nossas crianças e adolescentes. Mas os universitários são muito bem-vindos no governo Esmeraldino. Essencialmente na questão do lazer sócio-cultural. Nós vamos pegar nossas vocações e a universidade é fundamental para direcionar, estudar, pesquisar, quantificar e fazer um histórico, inclusive, dos aspectos culturais, por exemplo. Voltando à mandioca, é sabido pela própria universidade que a receita do biscoito que nós tanto vendemos aqui e difundimos é muito peculiar aqui de Vitória da Conquista e deste planalto, então isso é um aspecto cultural que deve ser visto, analisado ao nível de 3° grau para difundir, pontuar, fazer como se faz no Rio Grande do Sul, por exemplo, com a festa da uva. Por que não se fazer em Vitória da Conquista a festa do biscoito? Aqui nós temos um aspecto cultural também muito forte, que é o Glauber Rocha; por que não voltar? Mas, não são ações pequenas, e as mensagens momentâneas que o ocorre, é estudar, é vivenciar mesmo o conquistense, o que foi o cinema moderno que ele lançou, a mudança que ele fez e operou. O outro grande cantor nosso, o Elomar Figueira. Por que não dar a cidade de Vitória da Conquista, a cidade das rosas, da música, do cinema, do biscoito, do café? Então nós temos o inverno, o cristo redentor que está lá em cima crucificado, é também um referencial cultural e histórico, que precisa ser melhor estudado, melhor compreendido pelo 3° grau, pela universidade. E podemos tirar, extrair, vivenciar e difundir cultura. Nós somos um governo, essencialmente, da difusão da cultura. Sou escritor, sou um homem que tenho, gosto e vivo no meio literário, adoro arte de um modo geral, ela é a expressão da emoção, sem arte não tem vida. Nós humanos sem arte, sem emoções, seríamos apenas mero repetidores de gestos, e nós não somos, nós somos emoções, sentimentos, vibração, sensibilidade e aí vem a razão que nos diz que, como governo, vamos, sim, voltar para a cultura de forma muito forte e evidente para ajudar à toda comunidade a compreender isso melhor. Cultura precisa ser melhor difundida; nós faremos isso fortemente.

O que os conquistenses podem esperar dos quatro anos de mandato?

Presença total e absoluta na cidade. Atitude e ação o tempo todo. Eu comandei o batalhão por mil dias e estive por mil dias dentro da cidade. Eu recebi inúmeros telefonemas, é um número altíssimo. Mas de presença, ação e atitude, o prefeito Esmeraldino estará na cidade. Exceto quando em Brasília, buscando dos Ministérios, já dois deles me apoiando, um deles é o do Geddel Vieira Lima; ministério muito forte, uma pasta de Governo muito forte. Vou fazer a estrutura do aeroporto funcionar eficientemente, porque você vai à Brasília e volta rapidamente. Prefeito tem que estar na cidade, mas dando conta diariamente, hora a hora, minuto a minuto das ações de executivo que ele é, na condução dos problemas básicos da cidade, essencialmente, na ordem da limpeza pública, vias públicas, transporte coletivo, educação, saúde, segurança, infra-estrutura, esporte e lazer. Mas, o prefeito precisa também perceber que ele é um estrategista político. O prefeito de Vitória Da Conquista tem que ter uma percepção maior de que nós precisamos fazer política maior, ter muito mais Deputados Federais, Estaduais, fazer com que o Senador da República chegue mais para perto de nós para trazer recursos e condições na intenção de que a cidade de 311 mil habitantes possa ser uma cidade melhor, e que sendo assim, faça todos os seus munícipes ter um melhor estado de espírito. É isto que nós queremos para a nossa cidade: melhor estado de espírito para todos, com mais vida, mais alegria, felicidade, paz e serenidade.

Matéria realizada por: Camila Teles e Juliana Silva.

Foto: Camila Teles.

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Um comentário »

  • 1
    Chu :

    “o café, que é outra cultura forte, interliga, aquece os corações das pessoas fazendo a cidade vicejar e ter o seu melhor, melhorando seu estado de espírito.”
    VIAJOU!

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