No último domingo, a Cerimônia de Encerramento decretou o fim das maiores Olimpíadas dos últimos tempos. Com inúmeras quebras de recordes olímpicos e mundiais, os Jogos Olímpicos na China foram marcados por superações de grandes atletas. E por fracassos também inesquecíveis. Principalmente os fracassos brasileiros.
O favoritismo do Brasil em algumas modalidades esportivas colocou muita pressão em alguns atletas que não renderam ou falharam na hora decisiva. Falaram muito do judô brasileiro, após o excelente resultado do país na competição mundial, mas o que se viu foi um caminhão de bronzes e nada de medalha dourada. O vôlei masculino perdeu a segunda competição seguida, algo catastrófico para essa geração, e ficou com a prata. O futebol, tanto masculino quanto feminino, não conseguiu conquistar a medalha de ouro. E a ginástica artística teve um desempenho razoável, quando se aguardava com imensa atenção a vitória do Diego Hyppolito.
Apesar desses tropeços do esporte brasileiro, houve gratas surpresas, como o ouro de mulheres no vôlei de quadra e no salto a distância, além do incrível desempenho de César Cielo nas piscinas. O interessante disso tudo é observar que as medalhas douradas que o país conquistou foi com nomes que não eram considerados os favoritos absolutos.
Constatando esse contraste no desempenho do Brasil em solo chinês, fica a dúvida quanto a capacidade de agüentar pressão dos atletas brasileiros. É notável a queda de rendimento dos atletas em competições realmente importantes quando eles levam um status de favorito. O favoritismo atrapalha o Brasil, em todos os sentidos. Somos melhores quando ninguém espera nada da gente.
É curioso o fato do Brasil não conseguir ser o melhor quando se é o melhor. É difícil para o país ser o melhor em qualquer coisa. Quando se tem pressão, os brasileiros raramente vingam. Enquanto isso, o país vai ficando para trás.
Atleta brasileiro tem que ser treinado em alto nível, para não sentir tanta diferença quando disputar alguma competição importante. Por isso, o esporte amador tem de ter grandes investimentos, a fim de criar competições com alto grau de… Competição! Chega a ser engraçado, mas talvez seja esse um caminho válido para acabar com a derrocada dos atletas favoritos em disputas importantes.
Psicólogos no esporte são cada vez mais necessários e o Brasil poderia investir também nisso, pois eles podem ajudar os atletas a evitar esse nervosismo em competições de alto nível. Eu, sinceramente, não agüento mais choro e pedidos de desculpas dos atletas ao perderem. Se perdeu, paciência. Ao chorar, o atleta só demonstra que não estava preparado para ganhar.
Os brasileiros são bons. Às vezes, eles são os melhores. Mas, infelizmente, não sabem conviver com isso.





Para se ter uma idéia a delegação do Brasil contava com apenas 1 psicólogo, que foi justamente o que acompanhou as meninas do vôlei de quadra, mas também as “bufa fria” precisavam mas que qualquer outra equipe, de qualquer modo surtil efeito. Enquanto que a delegação estadunidense contava com 48 psicólogos, número maior que muitas delegações de outros países!!!
Texto ótimo, EScudero!
texto digno de um grande escritor, texto digno de Escudero.
O Brasil é um país movido pela pena. Não temos que ter pena, temos que cobrar a quem de direito para que essa realidade seja alterada “Eu, sinceramente, não agüento mais choro e pedidos de desculpas dos atletas ao perderem”…Se estamos coclendo derrotas é pq estamos plantando algo errado. Poh Enrique tenho orgulho de vc !!!!
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