Ser cientista da computação é um grande desafio. Não basta ser “fera” na hora de mexer em um computador, o curso exige muito mais que essa habilidade. Ele é extremamente difícil, mas acredite, quem consegue vencer todos esses obstáculos tem pela frente um ótimo futuro profissional.
Marcos Vinícius B. de Andrade tem 18 anos, e está fazendo cursinho para tentar conquistar uma vaga no curso de Ciência da Computação na UESB ou UFBA. Desde criança sempre teve afinidade com o computador e costumava ficar horas mexendo na máquina, por isso optou pelo curso.
“Hoje as empresas são todas computadorizadas, todas precisam dessa tecnologia, e espero poder melhorá-las e mexer com programação”, é essa a expectativa do pré-vestibulando em relação ao mercado de trabalho. Marcos Vinícius estuda durante horas todos os dias, inclusive nos finais de semana, dessa forma acredita estar fazendo a diferença para a grande prova.
Apesar de conhecer pouco sobre a realidade estrutural e os docentes, o pré-vestibulando tem certeza que o curso oferece um nível muito superior ao que ele entende sobre computadores, e por isso, espera encontrar muito trabalho e aprendizado. “A universidade é uma parte da vida que demonstra o que você será no futuro”.
O universitário Stênio Ferraz Macário tem 25 anos, e já cursa o 10º semestre de Ciências da Computação na UESB. Ele não teve uma preparação específica para o vestibular, mas sempre foi um aluno regular nos tempos de colégio, talvez por isso tenha encarado o vestibular como uma prova normal. Quando interrogado sobre a maior dificuldade que enfrentou no curso, ele respondeu: “foi o tempo para estudar. Desde o início da faculdade comecei a trabalhar. Eu estudava pela manhã, trabalhava a tarde e a noite. E o curso exige muito estudo e dedicação”.
Sobre suas descobertas durante o curso, ele disse: “eu não tinha muita idéia de como o curso era antes de entrar, mas depois que conheci a área e ele, eu me apaixonei. Realmente, superou tudo que eu imaginava, porque é uma área interessantíssima”. A respeito de suas expectativas em relação ao mercado de trabalho o universitário falou que em Vitória da Conquista não há muitas oportunidades, pois não existem grandes empresas na área de Ciências da Computação que possa empregar muitas pessoas, mas sabe que a cidade necessita desses profissionais. Então, quem for empreendedor e construir suas oportunidades tem um mercado muito grande pela frente.
Stênio Macário, que já atua na área de desenvolvimento e programação de software (parte lógica do computador, ou seja, o conjunto de instruções e dados processado pelos circuitos eletrônicos do hardware), deixou uma dica que, inclusive, serve para os futuros calouros e os mais novos no curso: “a melhor dica é a dedicação. A área é muito boa, o curso é bom, mas é puxado. E existe uma tentação muito grande pelo fato da cidade necessitar desses profissionais, a pessoa entrar no curso e já arrumar qualquer tipo de emprego, e isso atrapalha muito. Então, quem puder se dedicar ao máximo durante o curso, faça isso. Pois quem tiver mais conhecimentos, no futuro terá melhores oportunidades”.
O analista de sistemas, Marcelo Alves Costa, 28 anos, completou sua graduação na UESB há dois anos. Ele disse que para ser um bom profissional é necessário ser dinâmico e criativo, pois a área sofre constantes modificações. O que você estudou ontem, pode não servir mais para hoje. Tem que estar sempre aprimorando e buscando inovar.
Sobre o curso, o cientista falou que em sua época os laboratórios eram precários e havia muitos problemas para encontrar livros na biblioteca, mas os professores eram excelentes. Em relação as suas dificuldades e o que mais gostou do curso ele respondeu: “a maior dificuldade é que quem entra nesse curso acha que vai mexer com computador por todo o tempo. Mas, pode-se dizer que nos quatro primeiros semestres, mais da metade da sala desiste ou perde em alguma matéria e fica para trás, porque são muitas matérias de cálculos e física. E o que mais gostei foi o fato de eu já saber que queria mexer na área de programação, software”.
Marcelo Alves também esclareceu dúvidas sobre onde o profissional da área pode atuar: “é um ponto muito importante, que diferencia o curso de Ciências da Computação de todos os outros relacionados. O curso de Engenharia da Computação tem base na parte de hardware (parte física do computador). Sistemas de Informação se volta para banco de dados, cuidar das informações e saber o que fazer com elas. Já o cientista da computação vê de tudo um pouco, nós trabalhamos com o banco de dados pra entender como é feito esse processo, entendemos também de hardware, não a fundo, mas entendemos. Então, o cientista da computação pode escolher várias áreas, desde a biotecnologia, até ser programador de uma empresa comercial”.
O analista de sistemas também comentou sobre as oportunidades do mercado de trabalho conquistense. Ele disse que as opções são poucas, por isso a maioria de seus colegas trabalham fora da cidade, e os que moram aqui tiveram que montar sua própria empresa. Entretanto, esse panorama tende a mudar com o núcleo de informática que será implantado pelo Governo do Estado, em Vitória da Conquista. Conseqüentemente, novas empresas e oportunidades surgirão. Segundo Marcelo Alves, os salários para esse profissional em Conquista não são bons. “Se você comparar com qualquer profissional da área que trabalha fora, você ficará decepcionado. Uma pessoa que trabalha numa capital ganha quatro ou cinco vezes mais do que você pode ganhar aqui”. Para ele, essa situação justifica-se pelo fato das empresas não estarem acostumadas com essa tecnologia, as pessoas acharem que informatizar a empresa é só comprar computadores. E o mais importante não seria isto, e sim o gerenciamento de informações necessárias.
O cientista ainda aconselhou os pré-vestibulandos e os universitários. “Quem quer cursar Ciências da Computação não pode achar que vai entrar e mexer somente com computador, é muito cálculo também. A pessoa tem que estar preparada para isso, para que ela não venha a fazer parte dos alunos que desistem no início. Quanto ao pessoal que está se formando agora, o melhor é tentar fazer contatos em cidades maiores para conseguir empregos melhores, pelo menos enquanto o núcleo de informática não chega”.
Fotos: Rodrigo Mota





Bem esclarecedor para os leigos.
Tava sentindo falta dasmatérias do profissional, Di!
É super importante ter conhecimento sobre as aereas, por isso a visão para a futura profissão é necessária para não se decpcionar futuramente….
O_O…
Q mentira!!!!!!!!! O cálculo é todo voltado pra computação. Geometra é pra computação gráfica, e física também…
Você pode estudar muito cálculo, mas é diretamente relacionado com o PC…
Quanto ao curso da UESB ser bom, e excelente professores, discordo, completamente. O curso, Ciências da Computção as matérias q abordam pra mim são excelentes, mas entrar num curso, q falta três professores no primeiro semestre??? Não é bom… ^^
Eu curso o 4º semestre de CC na UESB.^^
aiuhweiuahwiuehawuiheiuawheuiawheiuhwiuehiauweh…
Bando de nerd punhetero… auwehiawheiuhawiuehawiuheiua
a única coisa que eu sei de pc, é q da pra ver putaria de graça…
e tem joguinhos leguais, e da pra catar mulé via MSN… aiuwheiuawhieuhaiwuheiuawheiuwahieuhawiuehiuwaheiuwh…
Eu vo muito fazer computação pra consertar computador, prefiro fazer engenharia elétrica e trocar lâmpada!!!! aiuwehiuahwiuehiuawhieuahwuiehiuawhiuehawiuehiuawh…
“Tobitatooto”
O tema foi muito bem abordado e esclarecedor. Ficou ótimo o formato! Parabéns, Di.
Di,
como sempre, muita informação bacana em suas matérias. Achei interessante a explicação quanto à diferença entre engenharia, sistemas e C.C, e também as dicas sugeridas pelo profissional e pelo universitário. Com estas explanações e esclarecimentos dá pra notar o quanto o curso é rico e abrangente, ao contrário do que muitos pensam.
E, Lucas,
nenhum entrevistado diz que o cálculo não é voltado pra computador. Se não fosse, do que adiantaria?
Ficou claro que o que quiseram passar é que o curso não acontece todo em frente a um computador.
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