“Mentiras sinceras não interessam. O ombudsman não dirige bêbado e não maltrata a natureza. Ele escuta Rock’n Roll. Nesse momento Gene Simmons, do Kiss, canta algo como ‘You’ll reacquaint yourself with my style’”
Essa semana o ombudsman percebeu o maior erro dos colunistas do Revertério: possuem temas bons, instigantes e interessantes, mas não conseguem construir opiniões ao nível. Nossos colunistas políticos têm um leque de assuntos pertinentes e desperdiçam com colunas fracas. São, na melhor das hipóteses, razoáveis. A coluna de artes e espetáculos segue o mesmo tom.
Wilson Júnior escreveu sobre a Lei Seca, o melhor assunto dessa semana e as piores considerações. Como sempre, o autor limitou-se a dizer o óbvio. Ele tinha uma Ferrari na mão e não ultrapassou os 40km/h. A decisão de Wilson, a um primeiro momento, parece ironia. Conhecendo o autor e suas limitações, o que fica é uma explanação deplorável. A razão é o custo do táxi. Uma corrida de táxi vale mais do que uma vida? O problema é que o texto de Wilson Júnior, como ele mesmo diz, é um resumo de uma conversa de bar. Pior: conversa de bar com adolescentes bêbados. Qualquer imbecil se sente no direito de emitir opinião numa mesa de boteco. O boteco, aliás, fica em Itabuna, onde a passagem do ônibus é R$ 1,80. A crítica dos leitores procede: o autor deveria informar a localidade. O site perdeu mais uma vez a oportunidade de unir assuntos de interesse público a textos bem escritos e bem opinados. Este Ombudsman tem dois slogans para Wilson. Primeiro: se dirigir não beba, se beber não dirija. Segundo: se não souber o que dizer, abstenha-se; se tiver algo a dizer, por favor, o diga!
Rafael Oliveira. Estava com saudades dos seus textos perdidos. O autor começou bem com a questão do meio ambiente, mas depois reduziu a controvérsia ao preço da comida, do táxi, da cerveja. O assunto merecia uma exploração maior e mais correta. No aspecto técnico, Rafael Oliveira continua com seus velhos erros de sempre. Falta clareza e objetividade em suas colunas e os seus períodos são longos. Sua postura opinativa é passiva: a velha história de culpar o capitalismo e o governo. O autor abusa de pleonasmos e argumentos falaciosos. “Não se esqueçam também, que a fome produz famintos, que famintos se desesperam, e que o desesperados roubam carros “flex”, e por vezes até atiram em donos de carros “flex”. Sinto cheiro de marxismo barato no ar. Perdeu a oportunidade de abordar mais a questão do compromisso. Até que ponto a civilização está comprometida em abdicar de vários confortos produzidos pela tecnologia e que produzem impacto ambiental? Reiterando: o site perdeu, novamente, a oportunidade de unir assuntos de interesse público a textos bem escritos e bem opinados.
O texto de Camila Queiroz é um bom resumo de Wikipédia. Ela não diz – nunca diz – nada de novo. Faz uma síntese cronológica pobre da história do rock. Esquece de vários nomes importantes tanto no cenário internacional quanto no brasileiro. Onde está Bob Dylan? Queen, com o fantástico Freddie Mercury? Cadê Kiss? Lobão? Cazuza? E David Bowie? Outra coisa: o rock já era comercial desde os tempos dos Beatles. Esse caráter não é um produto das duas últimas décadas. A autora deveria abordar apenas uma dessas bandas ou um período. Poderia, por exemplo, falar bem mais sobre os Beatles. Desenterrando a história, o que temos é um material formidável sobre a banda. O rock dos anos 80 no Brasil seria outro tema relevante. Camila Queiroz foi pretensiosa e acabou perdendo com isso. Mais uma vez: o site perdeu novamente a oportunidade de unir assuntos de interesse público a textos bem escritos e bem opinados.
Sâmia Louise saiu do estilo de Arnaldo Jabor e Graciliano Ramos para se inspirar na Clarice Lispector. Tributo? Talvez. A escrita de Sâmia Louise é pior? Definitivamente. O melhor que a autora tem a fazer é se engajar nas análises cômicas do cotidiano ou nas poesias rimadas.
Essa semana houve um assunto que foi interessante, instigante, bem escrito e bem opinado. Foi a publicação do Fora de Casa, texto sobre violência, muito bem escrito por Marco Reis. É desalentador falar uma coisa assim, mas essa semana o destaque foi a coluna destinada às pessoas fora do Revertério. É isso que devemos fazer quando formos falar a respeito de algo: ter o que falar e saber o que falar.
O ombudsman é diferente. Ele nunca pode comentar os assuntos interessantes. Ele é obrigado a opinar sobre os textos dos colegas – fracos, desalentadores, inexpressivos, óbvios. De certa forma, o ombudsman anda na contramão: transforma um assunto chato num texto bem escrito e bem opinado. Touchdown!
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1.q bom q ele não ultrapassou os 40 km/h, às vezes falar muito implica em cometer erros banais…e realmente deveria ter dito o local onde iria pegar o ônibus, vacilo!
2.Desde quando influências marxistas é tido como erro e passivo a críticas de ombudsmans?
…deve ser pq a culpa ou é dos governantes ou do sistema capitalista. quiçá de ambos.
mas, realmente o autor deveria ter explorado mais a tematica ambiental.
3. é um resumo do winkipédia! cadê a opinião, crítica, análise? sei lá, qualquer coisa?
E Ombusman, atente-se tbm em não ultrapassar os 40 km/h!
peca em demasia. suas verdades são verdades apenas p/ ti.
mas, escreve bem. falta em suas críticas uma interpretação mais universal e bilateralizada dos assuntos abordados, es um tanto quanto pré-conceituoso em seus textos como um todo.
parabéns a todos do site, iniciativa louvável.
O_O…
Porra!!!!!!!!! É um professor falando la encima… ¬¬
Não posso flara mal dele, é teacher, tm q respeitar…
Salve o Teacher!!!!!
Poxa onbudasman… Eu falo mau do texto do devogado e você me desautoriza… T_T
Fiquei triste, mas tudo bem tudo bem…
Gotso muito de você ta perdoado, mas pecou em falar mau da minha musa Sâmia, ¬¬… Vou te afogar em sua própria saliva… ¬¬aiuwehaiuwheiuawheiuawhiehaiwuehiuawheiuwahieuh
Well, well, adorei!!!!!!!!!! aiwehiuawheiuawhiuehawiuehiuawheiuawheiu
Muitos escrachos, muita esculhambação, just great!!!!!! Deu graça ler, e viva Freddie Mercury.
“Ready to strike! We’re ready to strike!”
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