A consciência ecológica dos habitantes do planeta Terra está à flor da pele ou simplesmente na moda nos últimos anos. São muitas as críticas tecidas ao excesso de gases poluentes emitidos na atmosfera terrestre, o homo sapiens está desassossegado com tamanha devastação, é uma lógica de simples compreensão, os moradores de uma determinada localidade (Planeta Terra), estão preocupados com o possível fim do seu habitat, possível é bondade minha, convenhamos que a situação é deveras digna de desespero. Sem mais aprofundamentos no que tange à problemática ambiental.
O que de fato quero abordar é o seguinte, depois de exaurir, depauperar, consumir o inconsumível, o homo sapiens passou a se preocupar (“antes tarde do que nunca”, já dizia o velho ditado) com a decadente situação em que deixaram o seu planeta. Para tentar amenizar o problema, desenvolveram o tão em voga biodiesel, produto idealizado com intuito de minorar os altos níveis de poluição atmosférica da atual “sociedade de consumo”, até porque, como diriam alguns da espécie, “aqui se faz, aqui se paga”, e o preço está, um tanto quanto proporcional. O problema é que depois de tamanho “estado de reflexão”, “preocupação extrema” com a calamidade profética, eis que surge o “contra” da questão, fazendo oposição aos prós, e com sua devida força, a produção de combustíveis passou a competir com a produção de comida, isso mesmo, agora temos que nos preocupar com o preço dos alimentos ou quem preferir, com a fome do próximo, seja ele seu vizinho ou morador da longínqua África.
Essa semana o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, atribuíram parte da culpa pela inflação alimentar aos biocombustíveis. Os culpados maiores desta situação são ninguém mais, ninguém menos do que os excelentíssimos Estados Unidos da América e a União Européia. Ambos produzem biocombustíveis à base de cereais e vegetais. Segundo documento divulgado pelo Banco Mundial, os preços dos grãos mais que dobraram desde 2006, e a alta já está acumulada em 60% neste ano de 2008. Nos EUA, por exemplo, três quartos do crescimento da produção de milho dos últimos três anos foram destinados à produção de etanol. Os americanos e europeus ainda são acusados de subsidiar a produção de biocombustíveis e de reduzir as tarifas impostas a esses produtos.
De acordo com o mesmo documento apresentado pelo Banco Mundial o Brasil foi pouco afetado pelo crescimento da produção do etanol à base de cana-de-açúcar. Segundo especialistas, três fatores são cruciais para a alta nos preços dos alimentos aqui no Brasil: a intersafra, a especulação financeira, e pelo fato de as nações do G8 - grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia – comprarem safras ainda nem plantadas dos chamados mercados futuros.
Tudo muito complicado para nós, simples mortais. O que é notório no dia a dia de um mero estudante como eu, que mora em outra cidade, sobrevive da mesada dos pais, e economiza cada centavo, é que está tudo mais caro: pão ficou mais caro, açúcar, derivados do leite, o próprio leite, é claro, o feijão muito mais caro, é um caos! “O mundo cão” está cada vez mais próximo da nossa realidade. Até a cerveja está mais cara, os destilados, o táxi, o ônibus, sair no fim de semana está mais caro.
Tudo isso é culpa dos biocombustíveis? Claro que não, mas ele está contribuindo. Pelo menos para a alta nos preços de alguns alimentos. Os motivos para todas essas elevações no custo dos alimentos são múltiplos, cabe aos nossos governantes resolverem, até porque, é para isto de fato, que estão nos representando. Vai ficando tudo mais caro e os salários não aumentam, emprego está difícil, a concorrência está desleal no mercado de trabalho, é a cruel lógica do capitalismo.
Para aqueles que não se importam com nenhuma dessas coisas aí, para aqueles que tudo isso é besteira, os isentos de consciência crítica, aqueles que se por um acaso compram um carro “flex”, e é suponho, apenas por interesses econômicos particulares, apenas para economizar na hora de abastecer o carro, dos que acham que a camada de ozônio está longe por demasiado, que não dá nem pra ver, e que o sol é bom pra pegar um bronzeado, que o efeito estufa é bom pra aquecer no inverno, entre outras banalidades, lembrem-se de que a terra está cobrando o seu devido preço, é facilmente observável todos os acontecimentos diariamente noticiados pela imprensa, mostrando que algo está errado, que o homem é muito pequeno perante a fúria de um planeta, e que o número de pessoas com câncer de pele e de pulmão está crescendo a cada ano, que as geleiras estão derretendo, o nível do mar subindo, os furacões aparecendo em localidades nunca pensadas antes, secas, enchentes, etc. Não se esqueçam também, que a fome produz famintos, que famintos se desesperam, e que o desesperados roubam carros “flex”, e por vezes até atiram em donos de carros “flex”.
Está tudo intrinsecamente ligado. Ou se economiza na comida ou no carro, que no final dá no mesmo. Ou seria? Se preocupar com a fome, que gera violência, que gera boa parte das mazelas que assolam a sociedade, ou se preocupar com o meio ambiente, que também se mal explorado, terá conseqüências que afetam ou afetaram direta ou indebitamente a todos?






Well, well…
As catástrofes não são relacionadas só com as ações do homem, aliás dificilmente o mundo ta mudando desde sempre, mas peuqena parcela disso tem a ver com a gente, das catástrofes.
Mas devemos sim nos preocupar com o meio ambiente, poupar água, e recicláveis.
O tema é bom, ^^, mas o texto não gostei muito…
Como diz o ditado “A prática leva a perfeição”, continue praticando… ^^
Quem sabe. :P
“I look out the window I see the sun in the sky for now, it is not for me”
PORRA de vírgula!!!!!!!!
Meu botão de vírgula ta com problema, então se tiver faltando algumas é culpa do teclado, o resto dos erros é culpa do animal do digitador, mas como é sobre preservação o texto, vocês ñ vão machucar esse pobre animal por seus erros né???? ^^
:P…
Mesclou temáticas distintas de maneira criativa e inteligente!
bom texto!
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