Num tempo em que o preconceito racial era maior que agora, pelo menos mais nítido, em todo o mundo, um negro e um branco tiveram um papel fundamental para o nascimento de um dos ritmos mais democráticos da história: o rock-and-roll. Fats Domino popularizou o rhythm and blueslançando Ain’t that a shame e Hank Williams contou histórias com efeitos e arranjos nunca vistos. Mas foi Bill Haley quem oficializou todo o esquema em 1954, com a música Rock around the clock. Engana-se quem pensa que o rock uniu os “rivais”. Esse antagonismo se transportou para a maneira de fazer e a localidade em que se fazia o ritmo americano. No sul dos Estados Unidos predominava o rockabilly(branco) com representantes como Jerry Lee Lewis e Elvis Presley. O rock negro era aquele com raízes no blues, mais violento, do estilo de Bo Didley e Chuck Berry. O 4/4 saiu do seu país de origem e foi para Grã-Bretanha. Lá cativou talentos como The Beatles e The Rolling Stones, ganhando assim o mundo. Desde cedo, identificou-se com a juventude, sendo usado por ela para dar o grito de liberdade. No final dos anos 60, um jovem guitarrista chamado Jimi Hendrix, lançou seu primeiro disco, e o som louco de guitarra junto à sua personalidade esquisita se transformaram num símbolo. O psicodelismo era a nova febre. Em agosto de 69, The Woodstock music and Arts Festival reuniu meio milhão de hippies numa pequena fazenda dos EUA, que hoje virou museu em homenagem ao evento. Além de Hendrix, Janis Joplin, Carlos Santana e Joe Cocker entre outros mitos do rock, fizeram ferver a pequena cidadezinha, quebrando suas guitarras e realizando outras peripécias. Agora, o ritmo servia como protesto pela paz. A década de 70 trouxe um rock com outras tendências. Led Zeppelin abriu as portas para várias bandas de Heavy Metal, som que arrebatou jovens mais revoltados. Daí, surgiram outros estilos como o Speed Metal, o Trash Metal e o Black Metal (conhecido, também, como Death Metal). O Rock Progressivo chega em busca da perfeição, numa música menos agressiva. Nos anos 80, a agressividade voltava à tona com o Punk Rock. Junto, apresentava os jovens vestidos de preto, com piercings, carecas ou com tons chocantes no cabelo. Bandas lendárias apareceram nesse decênio: U2, The Cure, The Police, Smiths, Iron Maiden, Metallica e The Cult. Muita coisa diferente, com várias influências surgiu, e é impossível falar de todos. Enquanto isso, o Brasil acordava para o rock através de uma geração brilhante: Paralamas, Blitz, Barão Vermelho, Titãs, Legião Urbana, RPM, Ira!, entre muitos outros. Todos impulsionados pelo Circo Voador e pela Rádio Fluminense FM. Com o Rock in Rio, em 1982, o Brasil entrou definitivamente para o mapa do rock mundial, consolidando no país uma cultura pop/rock. Não esquecendo dos Mutantes, que anos antes já apresentavam a idéia de rock brasileiro. A última década do século chegou com um enorme número de novas bandas como Red Hot Chili Peppers, Guns N’Roses, Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden. Um novo movimento agressivo e polêmico surgiu com o nome de Grunge. Era o fim da mesmice que tinham os três acordes. O rock ficou cada vez mais comercial. O século XXI está aí, e muitas bandas das antigas estão de volta, não importando se com uma nova roupagem ou não, misturando-se com gente inovadora. O que realmente interessa são as mudanças que o “cinqüentão” sofre para tentar se renovar. Durante sua trajetória mostrou ser capaz de assumir diversas facetas e se reinventar. Certo é, que ainda há muito que se explorar nesse ritmo, agora que ele não é tão marginalizado como antes, principalmente tornando-se pop/rock. Estereótipos e preconceitos existem, mas como disse Einstein: “É mais fácil dividir um átomo, que acabar com o preconceito”.





O átomo ja foi dividido… ^^
VIVA O ROCK’N ROLL!!!!!!!!!!!!!!
VIVA O METAL!!!!!!!!!!!
Mas eu gosto mesmo é da dança tradicional da chuva do Tupi Guarani e da dança de acasalamento dos povos pigmeus do Sirilanca…
Vc não colocou Sepultura… tsc tsc,
mas ganha um 9,5 só pq falaou de Rock, Rock YEAH!!!!!!!!!!!!
“On a could winter morning, in a time before the light”
*”On a cold winter morning, in a time before the light”
no no !!!!
Viva ao R&B !!! Eis o Bom da música negra, a genêsis de tudo, dos ritmos.
Bom texto..
Li logo hoje que é o dia do Rock.
Bom saber da história desse velhinho que me agrada.
Parabéns!!
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