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Pára-brisa e Pára-choque

Por Ígor Luz Ler mais textos de Ígor Luz
29 de junho, 2008 | 12 Comentários

“No último domingo, o ombudsman foi encontrado caído em uma calçada. A perícia afirma que havia grande teor alcoólico em seu sangue, motivo pelo qual foi impedido de postar a sua coluna. Ainda se espera notícias sobre a sua saúde. Quem tiver alguma informação, favor entrar em contato. Não se preocupe, sua identidade será mantida sob o mais absoluto sigilo.”

Acordei entusiasmado e sentei para trabalhar. Abri os e-mails. Algumas pessoas queriam saber o porquê de eu não ter publicado o Ombudsman no último domingo. Sou um fracasso. Recebo mais e-mails quando não publico a coluna do que quando publico. A opinião geral é que me esbaldei nas festas juninas e não tive condições de analisar nada. Foi uma pena. Seria, de longe, minha melhor matéria. Fico sempre mais inteligente depois do quinto copo de cerveja.

Comecei a ler os textos do Revertério. Dois merecem ser comentados. Precisam ser debatidos. E, se possível, excluídos. Estou falando, claro, de Diego Ribeiro e Dany Ana Cavalcanti. Na coluna publicada em 08 de Junho, elogiei os dois. Arrependo-me. No dia, eu acho que não bebi cerveja. Fiquei menos inteligente.

Por quem começo? Diego Ribeiro. O sensacionalismo que acometeu o seu texto beira o ridículo. Uma pessoa sensível deve ter chorado lendo aquilo. Quando ouvi a proposta da coluna, imaginei que o site iria influenciar futuros vestibulandos a escolherem profissões adequadas, pertinentes, financeiramente seguras. Tentar colocar um tom heróico em fazer malabarismos na rua é, no mínimo, uma irresponsabilidade. No máximo, uma burrice.

O entrevistado do jornalista aspirante, Tanor Rocha Lambiazzi, orgulha-se de influenciar os jovens de rua a fazerem atividades circenses em troca de moedinhas. “Minha imagem influencia essas crianças de rua que ficam nas esquinas dos semáforos. Hoje, tive um orgulho em vê-las fazendo acrobacias.” Assim como Diego Ribeiro, o artista de rua enganador é um irresponsável, se não for burro. Primeiro: qual é o orgulho em ser uma influência para alguém ficar em esquina de semáforo? Segundo: essas crianças são bem mais úteis quando limpam o pára-brisa do carro do que quando jogam laranjas pelo ar. Terceiro: Diego Ribeiro, em sua próxima coluna, mostrará aos pré-vestibulandos qual profissão? Seria bom ele comunicar com antecedência para a direção do site. Assim ele nos pouparia de tamanho constrangimento.

Esqueçam tudo que eu disse sobre Dany Ana Cavalcanti ter aprendido português. Ela precisa aprender a lidar com o bê-a-bá. Eu ensino: “aproveitando”, “contraditórias”, “nenhum”. Quer mais? “ali”, “ninguém”. Ainda mais? “particularmente”, “contidas”. Esses foram os erros crassos, sem contar com as concordâncias, construções de períodos simples e pontuação.

O conteúdo é depressivo. Eu não entendo como a editora liberou aquilo. Não entendo como a editora-chefe não excluiu imediatamente. Dany Ana não se deu o trabalho de conhecer obra nenhuma de Paulo Coelho. Não leu ao menos O Mago, sua biografia, escrita por Fernando Morais. Nela, são abordados temas polêmicos sobre a vida do autor, que poderiam render uma boa matéria: o suposto pacto demoníaco, sua conturbada sexualidade, as peregrinações espirituais, entre tantas outras lorotas.

Dany Ana resolveu, apenas, colocar suas toscas impressões a respeito dos livros de sabedoria de pára-choque de caminhão. “No Diário de um Mago, talvez seu maior sucesso, ele fala diretamente a cada um”. Errado. O maior sucesso de Coelho é O Alquimista. Qualquer pessoa sabe disso. O livro não foi nem citado pela autora. O texto ainda veio com essa terrível frase: “foi nesse livro [O Diário de um Mago] que os leitores aprenderam a confiar no Paulo em vez da celebridade”. Primeiro: que intimidade é essa para tratar Paulo Coelho? Trate-o pelo sobrenome, mas nunca pelo primeiro nome. Regra simples do jornalismo. Segundo: Quando lançou o referido livro, Coelho não era ainda uma celebridade. Era um compositor ainda desconhecido do grande público. Dany Ana é a prova viva de que o site precisa de um revisor. Um revisor que saiba português.

Há muito tempo o site tem um projeto para permitir que pessoas de fora publiquem textos no Revertério. Os editores fundaram, então, o Fora de Casa. A coluna seria interessante. Era para ser interessante. O primeiro a escrever foi o estudante de Física, Felipe França. O segundo foi Daniel Cézar Santos, especialista em História Regional. Ambos poderiam nos fornecer geniais idéias sobre seu mundo, seus estudos, suas teorias. Os autores, desinformados pela editora, acabam publicando seguindo o modelo do De Casa: textinhos recheados de metáforas e sentimentalismos. A falha não é dos escribas. É um claro erro da editora Sâmia Louise, que deveria explicar aos convidados como acontece a publicação. Nada contra ler sobre príncipes, escravos, frio, calor. Lemos toda semana algo parecido. Seria bem mais interessante, porém, saber o que Felipe França pensa, por exemplo, sobre Física Quântica. Ou ler alguma análise histórica de Daniel Santos. Espero melhoras na coluna.

Algo mais a ser comentado? Jádia Filadelfo exibiu toda sua pieguice ginasiana. Seu texto parece uma página de diário adolescente. Alguém mais? Camila Queiroz não acertou em nada: assunto ruim, comentários ruins, críticas improcedentes, argumentação fraca. No mais, tudo ficou um pouco a desejar. Mesmo a criatividade aplaudível de Rafaela Vieira, o tema interessante abordado por Jamille Ribeiro e as boas críticas feitas por Enrique Escudero ficaram a desejar. Há margens para melhoras.

O texto poderia ser melhor. O problema é que não tomei aqueles copinhos de cerveja que me fazem ficar mais inteligente. Alguém me acompanha?

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12 comentários »

  • 1

    Huhuuuuuuu!
    Vc é terrivel! xD~

  • 2

    E não tem o nome de Wilson em seu texto! hehe

  • 3
    priscila :

    O cruel!!
    é verdade Jú, deu folga pra Wilson!!
    e pq nem mal vc fala dos textos do Na Panela??
    tmbm nem queria….:(

  • 4
    nany :

    Você é do mal com ou sem teor alcolico
    viu rapaz ;D
    adoroo quando leio o Ombudsman
    bjos Ígor

  • 5
    Lay :

    Não esqueça de se limpar, Ígor!
    O veneno deve estar escorrendo até agora…
    Mas, como seeempre, o seu texto foi o mais esperado, o mais polêmico, coerente e provocante!
    E são as suas críticas que nos induzem a tentar melhorias.

    BjO

  • 6

    Véi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Eu me senti comovido com a estória do tio da rua… T_T
    Fora isso acho q vc foi pertinente nas críticas… com uma excessão…
    Não ouse falar mau de Jadia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! I’ll kill you fucking bastard… ¬¬
    Fora isso great!!!! Adoro quando vc sacaneia o povo… aiehiuwheiuahwiuehawiuehiauwheuiawheiuh
    E nunca, nunca se quer pense em falar de meus erros de português, pq se vc o fizer, eu vou te procurar no fim das festas juninas e vc sabe o q de bêbado q não tem dono né??? ¬¬
    aiuwehiauwheiuawheiuhawuiheauiwheiuwahieuahwiuehawiuh

    “I can not say thata I don’t care cause I’m aware”

  • 7
    luciano :

    Rapaz, você deveria refletir um pouco mais sobre os seus comentários…na minha opinião você é imaturo demais pra se prestar a um trabalho desse…você deveria adquirir um pouco mais de conhecimento antes de escrever…já li algumas críticas suas e sem dúvida elas são no mínimo infantis ou superficiais..no máximo irresponsáveis…mas se o que você quer mesmo é polemizar, como eu pude perceber em um comentário aqui em cima, então está no caminho certo..já-já você chega no top de diogo mainardi..mas eu só não sei bem se ele deve servir de exemplo..
    ah propósito, estou me referindo mais especificamente à crítica que você fez ao texto de diego..

  • 8
    luciano sapucaia :

    “essas crianças são bem mais úteis quando limpam o pára-brisa do carro do que quando jogam laranjas pelo ar”…que frase mais bizarra é essa??…o motorista do carro pode limpar o pára-brisa com um simples gesto da mão direita…essas crianças são bem mais úteis na escola..
    Deixa esse negócio de sensacionalismo pra lá rapaz e vai procurar fazer uma coluna decente…procura enxergar além das aparências..

  • 9
    Wilson :

    Quando uma outra jornalista não publicou ela foi chamada de incompetente por você. E mais, você ainda disse que a mesma se tornaria uma péssima jornalista.
    Nesse momento, eu digo que se você for um péssimo jornalista, o que é bastante próvavel, eu vou escrever e acertar… Mesmo errando né?

  • 10
    Carlos :

    Primeiro: você não está sendo um ombudsman, só quer mesmo polemizar, uma pessoa que exerce tal cargo não escreve desta maneira. Você deveria falar de erros em textos, e não colocar sua opinião em tudo. E segundo: não entendo como tem gente que gosta do seu modo de escrever.

  • 11

    ¬¬… Gosto sim e daí algum problema?????
    Gosto é igual braço tem uns q não tem… então vá comprar uma prótese… aiuwehiuawheiuawhieuahwuiehawuiehawiu
    Quanto a Luciano, concordo q ele é imaturo em alguns aspéctos mas é por isso q ele é iniciante… ^^
    ele ta aprendendo também…
    Ele mete pau na intenção de fazer melhorar, só isso… ^^

  • 12

    nao sou dono do mundo +sou filho do dono

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