O STF aprovou, no dia 29 de maio desse ano, a continuidade das pesquisas científicas com células-tronco embrionárias no Brasil. Com isso, o país se torna o primeiro da América Latina a permitir as pesquisas e, no mundo, o 26º. As células podem se converter em quase todos os tecidos do corpo humano, transformando-se em cura para doenças como: hipertensão, câncer, mal de Alzheimer, reumatismo, esclerose múltipla, artrite, glaucoma, Parkinson e diabetes. De acordo com o artigo 5º da Lei de Biossegurança (número 11.105, de 24/03/05): “É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização ‘in vitro’ e não utilizados no respectivo procedimento”.
O revertério foi conhecer a ACAD (Associação Conquistense de Apoio aos Diabéticos) e ver como as pesquisas com as células-tronco embrionárias influenciam na vida dos diabéticos na cidade.
ACAD
“A diabetes não é nenhum bicho de 7 cabeças, mas você tem que ter um certo domínio com ela”, declara Rosemare Franco da Silva, que trabalha como educadora de diabéticos no local há 14 anos. E foi com a intenção de envolver o diabético e a sua família nessa idéia que surgiu a associação em 1993 na garagem de uma portadora, com o apoio de médicos, portadores e voluntários. Paulo de Tarso, também participou dessa construção e é, hoje, presidente da ACAD.
A associação filiada à FENAD (Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes) sobrevive de testes glicêmicos pagos e doações. A prefeitura paga o salário de Rosemare, a qual dedica o seu dia aos portadores, e o aluguel da casa. Os principais serviços da ACAD (medidas de pressão, glicemia capilar, prevenção e educação dos portadores) alcançam, por mês, aproximadamente 180 pessoas. Sem contar com as feiras de saúde e palestras promovidas pelo grupo, que reunem centenas de pessoas.
Numa conversa descontraída com a educadora de diabéticos, ela conta que já existe um tratamento eficaz para a doença, feito através de uma bomba de infusão de insulina, que permite uma vida mais tranqüila ao portador e custa 14 mil reais. Porém, o Sistema Único de Saúde não cobre, por isso se torna um tratamento inviável para muitos diabéticos. Inalcançável para alguns portadores, também, será a cura da doença, quando esta surgir daqui a aproximadamente 5 anos, através das pesquisas com as células-tronco embrionárias.
Diante das três seqüelas apresentadas pela doença (retinopatia, neuropatia e nefropatia diabéticas), muitos portadores da diabetes sofrem. A educadora conta: “Aqui eu tenho uma filha de um paciente que fala ‘Rose, pelo amor de Deus, meu pai está sendo retalhado. Todo dia um médico corta um pedaço de meu pai.’ Então, é uma tristeza. […] A diabetes mexe com tudo: a maioria dos infartos, pode ter certeza que acontece com diabéticos, assim como um AVC, que ocorre mais em conseqüência da diabetes. […] Eu não gostaria de ver ninguém numa sessão de hemodiálise. Nós temos pacientes de 24/25 anos com a vida toda interrompida numa máquina. […] Tenho um conhecido que trabalha numa clínica de hemodiálise; ele diz que trabalha mais com a morte do que com a vida.”
“Continuo batendo na mesma tecla, dando murro em ponta de faca. Eu acredito que a gente tem que fazer nossa parte, antes que seja tarde demais. Daqui a cinco anos podem morrer muitos diabéticos. Até porque, para fazer o tratamento é um processo demorado, tem que ver o perfil do portador. Vamos supôr: um diabético que faça hemodiálise, que apresenta falência total dos rins, eu acredito que esse entraria logo na fila dos transplantes. O pessoal cria uma expectativa muito grande […] A chegada das células-tronco promovem um avanço mesmo, mas eu espero que saia do papel, porque tem toda a polêmica.”, afirma Rosemare Franco.
A educadora de diabéticos, quando perguntada sobre que situação no país deve ser revertida para beneficiar a ACAD e os portadores da diabetes, admite que o seu trabalho deve ser mais valorizado, que poderia ser contratado um profissional da saúde para trabalhar ao seu lado, porque a associação não tem como pagá-lo, e pede melhorias na estrutura do local. E finaliza dizendo: “Mas, graças a Deus, eu te falo, por tudo que é mais sagrado, que eu não tenho nada a me queixar; só tenho a ganhar, pois são 14 anos trabalhando aqui com diabéticos e sou apaixonada pelo que faço.”
Para quem quer ajudar a ACAD com roupas, alimentos, materiais para fazer o teste de glicemia, qualquer outro tipo de recurso, ou visitar a associação:
Endereço: Pç. João Gonçalves, 11 – Centro
Telefone: 3082-6816
E-mail: acadba@hotmail.com
E o nosso e-mail: social@reverterio.com
Fotos: Camila Teles e Igor Andrade.





Conheço de perto o trabalho da ACAD e posso dizer que eles fazem um grande trabalho educativo e social.
Ótimo texto, com um assunto que interessa diretamente a mais de 10 milhões de diabéticos em todo o país.
Viva as Células tronco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Finalmente bom senso na cabeça, desse povo q aprova e desprova leis, a pesquisa com células tronco só têm a ganhar, dogmas religiosos tsc… ¬¬
Camilinha parabéns adorei seu artigo…^^
Se tiver solteira me deixe saber e te procuro senão pesso desculpas a seu homi… ^^
“in the reflection of the sword”
Milla! Muito muito booom!
E galera, bora ajudar aeee! xD~
A aprovação das pesquisas com células-tronco é uma grande vitória da ciência e do Brasil.
Espero que dentro de um período breve, o REVERTERio possa fazer uma matéria noticiando alguma cura obtida através destas pesquisas, por cientistas brasileiros.
Parabéns a Dra. Rosemare pelo profissionalismo e empenho!
Parabéns para minha colega pela ótima “sacada”!!!
suuuper parabéns Camilla
é muito bom ver pessoas como a Rosemare que ve o trabalho dela da forma que ve, por ajudar pessoas a terem esperança de um tratamento com as celulas tronco, que ainda é meio polemico masi que assim que começar a mostrar os seus efeitos em pessoas com males que antes poderiam ser incuraveis acessiveis a mais pessoas.
Camilla valeu pela a materia muita boa espero nos encontrar de novo bjs de todos os Diabéticos rsrsrsrsr!!!!
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