Poesia é a arte de escrever em versos, é inspiração, é o que “desperta o sentimento do belo”, por isso se aproxima tanto da música. Até pode-se dizer que a música é poesia, pelo menos na sua forma original.
Há poemas que , intrinsecamente, constroem sons que traduzem, por si só, todo o conteúdo. Um exemplo é A Onda (1963) de Manoel Bandeira: “a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda”
Na verdade, a poesia surgiu associada a música. Os trovadores medievais promoveram a aliança entre o som e a letra. Isso permaneceu por muito tempo, até que começaram as alterações na estrutura social que refletiram na forma de expressão da arte escrita. Passados séculos, o movimento simbolista trouxe de vota a riqueza musical com o caráter sonoro da palavra.
Vários compositores consagrados musicaram poemas conhecidos e outro que tornaram-se populares depois desse processo. Paulo Diniz, Tom Jobim, Toquinho e Fagner são exemplos clássicos que fizeram, respectivamente, os poemas E agora José? (Carlos Drummond), Autopsicografia (Fernando Pessoa), Aquarela (Vinícius de Moraes) e Canteiros (Cecília Meirelles), caírem na boca do povo.
Renato Russo fez um misto de Camões e do apóstolo Paulo em Ainda que Falasse a Língua dos Homens. Utilizou um dos sonetos mais conhecidos de Luís Vaz de Camões e o capítulo XII da Primeira Carta aos Coríntios.
A parceria entre Tom e Vinícius trouxe uma grande contribuição a MPB, com a obra extensa. Fagner, além de Canteiros, musicou poemas como de Patativa do Assaré (Sina), Mário de Andrade (Semente) e Florbela Espanca: Chama Quente, Fumo e Fanatismo. Estes últimos trazem à tona uma questão muito polêmica no Brasil: os compositores não são reconhecidos por parte do grande público como merecem, quanto mais os poetas que liberam suas obras para que os músicos as tornem populares.
Desafio o leitor a procurar saber quem são os compositores das suas músicas preferidas, e se você já tem esse costume, passe-o a frente. Os artistas precisam da identificação do público.





gostei miiga!!!
adoro tom e vinicius!!
=)
Aquarela, poema que Toquinho musicou é uma de minhas músicas preferidas, parabéns pela matéria!!!
“sem amor, eu nada seriaaaaa…”
Cultura pura, hein Mamyy??
Parabéns
Salve, salve a poesia! As rimas dos versos! Os sentimentos!
ritmos e versos a todos nós! .o/
Mila, outro GRANDE “megafone” dessas tantas poesias, sonoras por si só, é Arnaldo Antunes.
Gostei muito do formato, da idéia do texto :)
Querida jornalista, a sua matéria está ótima! Para mim não foi nenhuma surpresa; o seu talento é inegável. Um grande abraço !
Eu concordo várias músicas são poesia, por exemplo, “Créu” do renomado MC Créu:
“Créu
créu
créu
créu
créu
créu
Agora a velocidade 5…”
Eu mesmo chego chorar de emoção ouvindo tão belíssima canção… ¬¬
auehiuawheiuahwiuehawiuheaiuwheiuawheiuawh
Viva a MPB!!!!!!!!! Não,0 não to dizendo q o créu é MPB… ¬¬
Como diria um de meus compositores preferidos…
“I can not denie this false inocense”… :P
A é esqueci de escrever outra coisa 1000 desculpas…
Vc tem namorado??? ;)
Se ticer ignore essa última mensagem, se não eu procuro você… ^^
A sim outra música poética…
“Umbrella” Rihana:
“Umbrela
ela
ela
ê
ê
ê”
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