Maciel Júnior, locutor do programa transmania da rádio transamérica 100,1, nos recebeu em um dos estúdios para uma entrevista super descontraída. Nela, falou sobre os problemas e qualidades do rádio de Vitória da Conquista e dos profissionais que nele atuam.
Como é a estrutura da rádio local?
M.J.: A estrutura da rádio de Conquista eu acho interessante, tem uma das melhores equipes da Bahia. Tirando Salvador, Conquista não perde para ninguém, tanto em equipamento, quanto em profissionais. Hoje, na cidade são 4 rádios FM, sendo que duas delas são redes, no caso transamérica e bandeirantes, e tem duas locais: a 96 e a brasil FM. Todas elas têm, então, a estrutura muito boa, pessoas que lidam com jornalismo, informação e música, é uma equipe ótima. A qualidade do rádio é, também, muito boa.
O que você acha do trabalho dos profissionais da área em Conquista? Muitos deles são graduados?
M.J.: Não…é uma velha questão que a gente diz, o rádio de Conquista precisa dar uma renovada, precisa de novos profissionais. Não que os profissionais que estejam nele sejam ruins, não é isso, pois a maioria deles tem muito tempo de rádio, eu tenho 21 anos que faço rádio em Vitória da Conquista. Não sou formado em jornalismo, mas tenho a questão dela no sangue. Meu pai era locutor, e eu tenho uma facilidade em fazer isso. Muitos, assim como eu, têm essa característica. A maioria dos locutores não eh formada em jornalismo, na bandeirantes, por exemplo, só tem um formado, que é Elton Becker, professor da Uesb, aqui na transamérica não temos nenhum. Então, muitos profissionais lidam há muito tempo com a rádio na cidade.
Na sua opinião, então, faculdade e competência estão ou não relacionados?
M.J.: Não, não diria falta de competência porque a pessoa aprende a fazer rádio no dia-a-dia, e muitos profissionais formados as vezes não têm aquele tino para isso, aquela coisa que está no sangue mesmo. Rádio é muito improviso; eles têm fundamento, mas na prática é diferente. E muitos que estão hoje no rádio já têm aquela coisa de saber fazer tudo certo.
De que modo funcionam as contratações? São de quanto em quanto tempo?
M.J.: A gente costuma brincar falando que aqui é igual a Academia Brasileira de Letras, só entra um quando morre outro (risos). Aquilo que eu te falei, as equipes são as mesmas há muitos anos, não só aqui como nas outras rádios também. Aqui, pelo fato de ser rede, são poucos profissionais, na locuçao. Então, não tem uma rotina de contratações.
As rádios conquistenses são, em sua maioria, voltadas para que público?
M.J.: No caso da transamérica, vai da classe A a D porque tem uma programação definida, já foi feito até pesquisa. A transamérica tem 3 sinais: hits, pop e light. A light toca só MPB e música internacional, a hits toca tudo o que é sucesso e a pop só trabalha com pop rock. Foi feita uma pesquisa no mercado conquistense, nela o público exigia esse tipo de programação, a qual toca todos os gêneros que são sucesso: axé, sertanejo, tudo.
São mais os jovens que se identificam com essa programação?
M.J.: Não tem idade definida, como é uma programação que só toca sucesso, agrada tanto as crianças como os adultos.
É fundamental a participação do ouvinte no programa? Por quê?
M.J.: No nosso programa transmania é fundamental, pois eles participam das promoções, sorteios, brincadeiras, pegadinhas, pedem a música, e assim, fazem a programaçao; o telefone toca o tempo todo. A rádio é ainda transmitida pela internet, então estamos sempre em contato com o ouvinte, utilizando todas as ferramentas possíveis: msn, orkut, e-mail…
Já que estamos entrando nessa época da rádio web, o que você acha da digitalização do rádio?
M.J.: Eu acho interessante, pois para mim quanto mais mídia, mais legal. A gente tenta se adaptar, buscando todos os meios. Fazemos programa com o ouvinte no telefone, msn, orkut, site da rádio, a qual transmite também a nossa programação ao vivo durante 24 horas. Em suma, todas elas são ferramentas de fundamental importância.
Tendo em vista que o seu pai era um grande radialista, como você mesmo falou, o que você aprendeu com ele que acha indispensável para a carreira?
M.J.: Eu acho que é aquilo que te falei: o improviso. Quem faz rádio hoje está sujeito a tudo, principalmente quando colocamos o ouvinte no ar, pois não sabemos o que vem de lá para cá. Temos que estar prontos para tudo. Assim como faço rádio, apresento eventos, shows, formatura, e temos que ter mesmo a técnica do improviso, foi uma coisa que herdei dele. E acho legal.
Chega a existir alguma pauta, é mais na base do improviso, ou ambos?
M.J.: No nosso programa temos definido mais ou menos o que vamos fazer, no vestibulinho, por exemplo, a gente depende do ouvinte, então temos algumas perguntas que fazemos. É definido o que vai acontecer, nesse caso, mas como só Deus sabe (risos).
Muitas coisas mudaram da época de seu pai para a sua? Quais foram as principais mudanças?
M.J.: Todas (risos). Antigamente, cada comercial era feito em um disquinho, então o operador não tinha a escuta, ele ficava com esse disco no dedo esperando a hora de entrar o comercial. Hoje é tudo no computador. Do disco passou para fita, dela para o cartucho, dele para o ND, deste último para CD e depois para o computador. Então hoje o computador faz praticamente tudo.
Você controla as músicas por aqui também?
M.J.: O nosso Estúdio aqui (Praça do Gil) é independente, feito para ficar mais centralizado, mais cômodo para os entrevistados. Comercial e músicas tem outro estúdio, no alto da Serra.
Como ocorre a comunicação para que você saiba a hora de entrar no ar?
M.J.: A gente predefine assim: quando entra um bloco comercial tem a música, aí logo após a ela eu sei que vou entrar. Tem um locutor no outro estúdio, eu entro com ele, são coisas definidas. Temos um entrosamento e sabemos a hora da piada e a de falar sério.
O programa tem quantos anos de existência?
M.J.: Tem 2 anos e meio mais ou menos, surgiu por brincadeira no São João, no qual surgiu também o personagem Xico Medonho dentro do programa. Quando acabou o período do São João continuamos com o personagem, só mudamos o tipo de programação e adicionamos outros quadros ao programa, os quais foram dando certo e ficando (risos).
Qual é a estratégia para a manuntenção de todo esse sucesso que é efeito da grande audiência, a qual vocês conquistaram?
M.J.: O grande segredo é a descontração que temos no ar. Procuramos levar sempre entretenimento para o ouvinte, música de qualidade, o que está tocando na mídia, que a galera quer ouvir realmente. Então, no período da micareta, tocamos mais axé e no São João mais músicas juninas, mas no restante do ano tocamos tudo aquilo que a galera quer ouvir. E as brincadeiras, as participações ao vivo atraem muito o ouvinte. Temos notícia de lugares, que nem imaginávamos, nos quais as pessoas nos ouvem. Chegamos a atingir 110 municípios.
Sabendo que alguns programas televisivos começaram no rádio, há chance de extensão do programa para a TV com a personagem Xico Medonho?
M.J.: Não sei, quem sabe (risos)… Inclusive, convidamos os meninos da FTC, os quais têm o programa Nervoso. Foi um programa maravilhoso com os personagens deles e a gente com as nossas piadas. Convidaram até o Xico Medonho pra ir ao programa, mas o Xico é tipo Lombardi: todos sabem que existe, mas ninguém vê (risos), é um personagem que criamos e fica guardado a sete chaves. Quem sabe…
Como você caracteriza os outros tipos de rádio; o que acha que falta em termos de notícias políticas e/ou culturais nessas rádios?
M.J.: O grande problema na cidade é a questão do jornalismo concentrado. Tem um programa de jornalismo que é transmitido em 3 rádios e é um dos principais de Conquista, o resenha geral. Eu acho, então, que monopoliza a informação, tem que haver mais programas com outros profissionais. Aí sim entrariam os profissionais saídos da universidade, com outra mentalidade, assumindo um programa. Entretanto, tem que ter traquejo, o jogo de cintura, porque jornalismo é m negócio muito complexo de fazer. Existem muitos interesses, a questão do patrocinador, por exemplo, é muito importante, porque muita gente tem as idéias e tem a formação, mas tem que ter também o patrocínio, o qual é muito importante. Acho que falta, ainda, mais alguns programas de jornalismo em outras emissoras.
Qual é a sua opinião quanto as rádios piratas em Vitória da Conquista?
M.J.: Eu acho prejudicial, pois eles colocam no ar de uma forma muito aleatória, sem compromissos, tais como responsabilidade fiscal, e ainda podem atacar quem eles quiserem, tocar ou falar o que quiserem. Com isso, acho muito compicada a questão do rádio. Você tem que ter alguém lhe controlando, todos os setores tem que ter normas. E nós obedecemos a algumas normas, a ética principalmente. Então acho isso muito prejudicial. Se existe um método pra se fazer a rádio comunitária, porque não fazem todo o processo legal para se fazer esta? Conquista não pode ter rádio pirata, já chegou a ter mais de 15 no ar. Do que temos informação hoje são 7 ou 8. Inclusive, comercialmente falando, é prejudicial também, porque um anunciante expõe qualquer valor para a rádio, chegando a Anatel ele tem que sair do ar; e o comercial que ele vendeu não é responsabilidade dele? É muito prejudicial, pois são profissionais não qualificados que estão no ar, não pelo fato de serem formados ou não, mas tem que ter pelo menos uma base do que está fazendo. Então, tem que ter muito cuidado com essa questão de rádio pirata.
Por falar nesta conciliação: legalidade, ética e trabalho, há um caminho mais fácil para conseguir a concessão dessas rádios na cidade?
M.J.: Não, é meio burocrático para conseguir. Tem que ter todo um estudo por parte da Anatel. Quanto a questão da rádio comunitária, todas funcionariam numa mesma freqüência, um exemplo: 105,0 seria a freqüência da rádio comunitária; então teria uma rádio no Alto Maron 105,0 FM e teria uma no bairro Brasil com a mesma freqüência. Ao sair de um bairro para o outro seria a mesma freqüência, só mudaria a rádio. São algumas coisas obrigatórias, como a questão da potência, a qual deve ser determinada pela Anatel. Mas, eles invadem a nossa freqüência, a questão da viação também. Houve problemas como quando a Polícia Federal foi acionada para fechar a rádio, porque estava interferia em aviões que estavam pousando na cidade. São muitas coisas que o grande público às vezes não sabe que acontece, só pelo fato de ser uma rádio pirata.
Já ocorreu alguma intervenção das rádios piratas na transamérica?
M.J.: Atrapalha a freqüência uma da outra, então em certos locais a nossa freqüência tem dificuldade de chegar porque a rádio pirata a atravessa, não é que atrapalha entrando no nosso lugar, mas sim o nosso som a chegar.
E por fim, qual é a sua perspectiva para as rádios da cidade?
M.J.: Bem, é como eu te disse no início. Eu acho que precisa de uma renovação, novos profissionais, e isso a Uesb vem fazendo um trabalho fantástico, trazendo pessoas novas para o mercado. Contudo, a rádio também tem aquela questão do improviso, que eu sempre bato nessa tecla, a questão de estar no sangue da pessoa, e esta ter uma desenvoltura para estar no rádio. A pessoa não tem só que se formar, tem que ter jeito pra coisa. Eu vejo boas perspectivas para o futuro, e acho que precisa de uma renovação, mas enquanto ela não acontece, a gente está aí fazendo o melhor possível.
Hasta.
Entrevista elaborada e efetuada por Camila Teles, Fabrício Persan, Tiara Nery, Thanize Borges e Vinícius Gil.





hehehe…. ja li e reli essa entrevista meu Deus…
tudo culpa de Joaquim !!! hehe….
bjOOs Mila !!
amado, sou do Rio de janeiro ,preciso de um favor da radio. tenho parente que mora neste cidade mais nunca vi eles tem como vocês anucia nome deles no ar pra mim acha eles? ser pode muito obrigadu. ser pode amanha mando os nome pra vocês.
PROCURO MEU IRMÃO SEVERINO DO RAMO GOMES POR FAVOR QUEM O
CONHERCER ENTRAR EM CONTATO URGENTE PELO FONE 011-47799599
SEU ULTIMO ENDEREÇO ERA BAIRRO DO PATAGONHAS.
VANUSA LIMA
GOSTARIA QUE VCS MANDE UM GRANDE ABRACO PARA MEU MARIDO JAQUES NO RIACHO DE AREIA EM ITAMBE NO PROGRAMA DAS 06:00
sou evangelica e o unico jornalismo que houço é a resenha geral pela cincerida,pelo profissionalismo e acima de tudo pela verdade, por isoo pesso a voceis que nos enforme sobre os acotencimentos das nossas igrejas como chous, eventos, seminarios e varios outros
Boa noite Srs.,
Venho através desta mensagem tentar localizar o Sr.Dernivaldo Nunes de Souza, vulgo: Valdir, com aprox. 60 anos, cabeleireiro e natural de Vitória da Conquista. Residiu em S.Paulo na década de 80, próx. à estação da Luz, travessa da Av. São Caetano.
Procura-se com urgência.andreiafvida@yahoo.com.br
Eu gostaria de ouvir a radio ao vivo on line
pois estou em são paulo e sempre ouvia
mas ja não consigo mais>>>
mim passe o site por vavor>>>obgd e um
otimo trabalho a todos e muitos hits>>>
abç.
eu so quero dizer que os moradore de vitoria da conquista ja esta cansados dos descasos que nos vivemos,agora nesta dias de eleição é muitos candidatos nas nossas porta abraãndo beijando crianças ate surjas e depois que eles ganha passa bem longe da comunidade so pra não sentir o cheiro do povão.eu acho isto um disrespeito com o cidadão.quero quedir que estas demagozis se acaba ja,e eles tambem para de prometer o que não vai fazer nos conquistenses ja sabemos que os politicos de nosas cidade não fezem nada,podemos conta la na camara de vereador os que ali trabalha e atende o cidadão conquistense.eu não sou politica sou uma dona de casa revoltada com estas situações e se eu pudece falaria isto num palanque pra todos ouvir como não posso apelo pra vc ai da radio que o faça e nos conquistense agradecemos muito mesmo.muito obrigada por esse espaço a mim consedido.abraços.
Olá. tive uma brévia experiencia como locutor da rádio metropolitana de mogi das cruzes SP. Erá reporter jornalismo, que realizava coberturas de matérias no estudio local e movel. Hoje a 25 dias sou residente na cidade de Candido Sales junto a minha esposa. E com certeza, seria ótimo participar da equipe de Rádio em Vitória da Conquista. Se tiver algum interesse em conhecer a minha voz, dicção, vocabulario, etc envie um e-mail para mim, williancsales@gmail.com. Obrigado !!!
Infelizmente em Vitória da Cinquista, as rádios estão falidas em termos de programação. Programas gerados em outros estados, programas locais de qualidade duvidosa. Esse tal de Xico MEDONHO é de um mal gosto terrível. Graças a Deus tenho um som e faço a minha própria programação.
Olá pessoal, parabéns pela entrevista! bom trabalho!
Estou surpreso em saber que os profissionais de rádio em Conquista não são formados em nada! pelo amor de Deus, será que Zenon BArbosa não é formado? se não ele faz milagre porque o cara é muito bom!
Eu só gostaria de saber quem foi o pai do entrevistado já que ele citou que foi um grande radialista.
Bem, eu faço o I semestre na uesb e vamos fazer um trabalho sobre rádio para a disciplina História da Comunicação e só a leitura dessa entrevista já vai ajudar um bocado. Parabéns moçada!!!!!!
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