Amo viajar, é verdade. Viajo sempre que tenho oportunidade. Quando não me dão, as crio. Por isso, para facilitar, construí um jatinho pra mim. E é assim que costumo viajar para os países mais distantes, visitar as culturas mais longínquas: no meu próprio jatinho. Dia desses, saí meio que sem rumo e observei um burburinho diferente lá em baixo. Mas é claro, Estados Unidos da América! Decidi aterrissar.
Queria saber o motivo de toda aquela inquietação, então me lembrei que estamos em ano de mudança. Estava explicado. Bush já começou a arrumar as suas malas, guardar seus ternos, encaixotar seus papéis, para se retirar da Casa Branca, enquanto isso, algumas pessoas arrumam as malas para tentar ocupar a mesma casa. Mas quem irá ocupá-la? Tentei pedir informação, mas ninguém parecia me enxergar. Então fui procurar saber por mim mesma quem seria o próximo morador daquela mansão.
Bom, ainda não se sabe quem ocupará o Salão Oval. Por enquanto, vários candidatos se colocam à disposição, entre republicanos e democratas. De todos, dois chamaram minha atenção: Hillary Clinton e Barack Obama, ambos democratas. Primeiro observei Hillary, ex-primeira-dama, na condição de esposa de Bill Clinton, aquela mulher disposta a “arregaçar as mangas” para resolver os problemas dos americanos. Depois, o jovem senador Obama. “Ele é a voz de uma nova geração!”, dizem. Obama é filho de um homem negro queniano e de uma mulher branca americana. Sim, sim, ele é jovem e negro! Segundo alguns especialistas, Barack Obama corresponde “à imagem que a América tem dela mesma: jovem carismática, otimista e multiracial”.
Os dois candidatos democratas são bastante diferentes. De um lado, um homem, negro. Do outro, uma mulher, branca. E por que estes candidatos tão diferentes chamaram tanto a minha atenção? Porque é justamente essa a grande semelhança entre eles: são diferentes. E quer saber? Nós temos medo do diferente. O diferente incomoda.
Existe um preconceito histórico que impede o progresso de uma sociedade mais justa. O negro vive uma discriminação decorrente de sua condição de escravo no passado. Apesar de muita coisa já ter mudado desde então, grande maioria dos negros ainda vive em condições de vida relativamente menos favorecidas. E as mulheres? O preconceito contra a mulher é fruto de uma sociedade machista. Mulheres são subjugadas. No trabalho, ganham muito menos do que os homens. Muitas são vítimas da violência física ou simbólica. Difícil entender essa convivência paradoxal da sociedade. Por que a diferença tem de levar à desigualdade?
Hillary Clinton e Barack Obama representam, simbolicamente, maiorias tratadas como minorias que tentam suscitar um novo tipo de debate para este século. Estamos no milênio da velocidade da informação, da tecnologia, da ciência, mas ainda não nos libertamos de preconceitos e discriminações. Não conseguimos nos livrar das amarras que nos prendem a isso. Não me conformo. Mas é triste, é a verdade. E a verdade nem sempre é feliz.
Um terremoto está sacudindo as bases do eleitorado americano. Uma nova realidade social quer surgir. Essa parece ser a mais importante das últimas décadas. Quem será o sucessor de Bush? Haverá alguma mudança após esses oito anos de direitismo republicano? Oito longos anos… Atenção, o destino humano pode estar sendo definido!
Será que assistiremos a primeira presidente dos Estados Unidos ou o primeiro negro a tomar posse da Casa Branca? Não sei. Retorno da minha viagem e sento na platéia. Sou apenas uma espectadora ansiosa por saber qual será o próximo capítulo deste espetáculo. Deste fascinante espetáculo.





U-la-lah!
Adorei seu texto Júnia, tratou de um tema tanto quanto polêmico com tal sutileza que fiquei encantada!! Parabéns!!
e o texto continuou atualissimoo !! kspaokss…
ótimo q a questão do gênero está sendo cada vez mais igualitaria, e q o fator racial esteja sendo evidenciado no seu lado mais desrespeitado de sempre !! como eu falo: ” as coisas evoluiem…!”
no mais… isso é apenas uma característica, o essencial é invisível aos olhos, e o q mais importa é o q o novo(a) presidente dos EUA fará com todo esse poder construtivo e destrutivo q terá em mãos !!! resta-nos uma esperança para o futuro da humanidade…
Sejamos expectadores AtentOs !
isso mesmo!
expectadores atentos e ativos ! <o/
ju, gostei mesmo do seu texto.. um panorama atual com doses de subjetividade e bem instigante!
parabééns menina!
Junia, parabéns pela escolha do tema.
E a forma como conseguiu escrever sobre ele foi impressionante.
Leve, incrivelmente leve. Subjetivo. Puxa vida, talvez o melhor texto de “não-ficção” que eu li no reverterio.
Escreva mais vezes, por favor.
A escolha da abordagem do tema foi inteligente.
Apesar de algumas ‘quebras’ no tom do discurso, o texto fluiu levemente. O que me leva a pensar q essa caracteristica é parte do seu estilo. Parabéns!
JuuH!
Texto maravilhoso cmo sempre! xD
Esse é um tema mto interesante, pois n se trata apenas da escolha de um presidente ameicano, e sim de uma mudança historica, já que teremos o primeiro negro ou a primeira mulher governando a “maior potência mundial”.
E como toda mudança é complicada o que nos resta é apenas confiar, e acreditar que tudo vai dar certo. E que se Deus quiser o maluco do Bush vai se ausentar da tão famosa Casa Branca. rsrs
É isso aí..parabéns pelo texto brilhante! xD
=***
ótimo texto Jú….
gostei muito do seu estilo de escrever….
e seria interessante ver um destes depois das eleições….rsrsrs…
meus parabéns….bjossss…
JuJuuu!
excelente texto! cm eu ja esperava!
vc tratou desse tema mt bem! de forma inteligente e criativa!
Parabééns!
Deus continue te abençoando amiga linda!
beijaao =*
Ju!!
Bem, na verdade eu já sabia que vc arrasava quando o assunto era texto!
Menina seu texto é super expontaneo, uma leitura agradável e muito informativa.
Parabéns!!
Tenho a maior certeza do mundo que será uma JORNALISTA brilantee!
Um beijo grande e muita paz! =)
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