Música: “Ciência dos sons considerados no que diz respeito à melodia, à harmonia e ao ritmo”.
No Brasil, a música chegou com seus primeiros seguidores já na comitiva de Cabral. Mas isso é assunto para uma outra vez. Hoje, explanarei sobre a música brasileira do século XX, marcado pela busca da popularidade.
No início, o aparecimento do gramofone e o carnaval possibilitaram a fixação da canção popular. O samba urbano chegou junto com as primeiras escolas de samba nos anos 20, ramificando-se em samba de morro, samba-exaltação, enredo e canção, nas próximas duas décadas.
Logo após surgiu a bossa-nova, com arranjos e harmonias inovadoras, ousadas e intimistas. Esse movimento partiu da classe burguesa e feriu os moldes tradicionais da música popular. Paralelamente, vinha o rock and roll, com versões para o português.
A década de 60 trouxe os famosos festivais da TV Excelsior e Record, e o iê-iê-iê, cantado pela Jovem Guarda. Também, a Tropicália invade o cenário musical com diferenciações: letras elaboradas, efeitos eletrônicos e estilo próprio de orquestração.
As fusões entre jazz, blues, bossa-nova, samba-canção, pop e rock, a chegada de compositores de outras regiões do Brasil (principalmente do nordeste), ao eixo Rio – SP e o I Festival de Jazz de SP (1978), revitalizando no Brasil a música puramente instrumental, numa mistura de improvisos com recursos da cultura nacional, marcaram o oitavo decênio do século XX.
Muito importante e com reflexos nos anos atuais, foi a década de 80. A mistura da música erudita contemporânea – atonal- com elementos narrativos feita por Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, abriu esse intervalo de tempo. Essa, também, foi a era da multiplicação das bandas, muitas de duração efêmera.
O sertanejo, que se renovou ainda nos anos 80, chega aos 90 como uma explosão, alastrando-se por todo território brasileiro. O axé e o forró seguem o exemplo e assim saem da periferia nacional e conquistam os grandes centros.
Os mais críticos, a partir desse momento, começaram a querer classificar a música: o que é, qual o melhor estilo, qual a verdadeira música brasileira. No século XXI, com a mistura dos ritmos do passado, ainda continua essa discussão. A rixa entre a MPB e a Jovem Guarda (considerada música alienada, na época), acabou com o passar do tempo, com ambas evoluindo para os pontos de convergência. Esse é um bom exemplo para se tentar acabar com a discrepância musical. Dizem que “o tempo é o senhor da razão”. Porém, uma coisa é certa: música é a arte que permite ao homem exprimir-se por meio dos sons.





De todos os gêneros citados, indubitavelmente, a bossa nova merece lugar de destaque. Música genuinamente brasileira que rompeu os limites territoriais e mudou a própria forma do americano fazer música.
Ninguém escreveu como Vinícius e Chico. Ninguém foi tão inventivo como João Gilberto. Nenhum maestro chegou aos pés de Jobim. Talvez só Villa-Lobos.
Não dá pra definir boa música. A bossa nova utiliza, numa canção simples como Wave, pra lá de 20 acordes. Tim Maia, ao contrário, sequer havia estudado música, e suas canções não passavam de 10 acordes. Da mesma forma, o Rock da Legião. E, no entanto, não é possível duvidar da qualidade de nenhum deles.
Achei que a coluna poderia ter explorado mais o rock dos anos 80 e processo de redemocratização do país. A década de 90 foi sofrível. Muita bunda ( não que eu não goste de bundas, aliás, uma bunda graciosa é uma obra de arte), muito pagode mela-cueca e pouca qualidade. O Funk carioca também saiu dos discursos sociais e invadiu o terreno da “sensualidade”, para não usar palavra mais forte.Desse período, Gabriel O Pensador e suas ótimas sacadas salvaram o cenário.
Os anos 90 também foram marcados pelo rap da periferia paulista (Racionais), o manguetown de Chico Science, entre outros. Por óbvio, muitos outros nomes não foram citados e nem mesmo a coluna comportaria. A despeito da inópia e ~dos índices sociais alarmantes, o brasileiro tem uma inteligência musical inata, embora, não raro, deparemos com coisas de baixa qualidade.
Ao tom, a quantidade de acordes não diz a qualidade de uma música. Tom jobim escreveu uma com uma base basicamente em Ré. Não acho que a bossa nova tenha sido a melhor expressão músical brasileira, em todos os estilos temos grandes artistas.
E quanto ao texto acho que só dá uma idéia geral de tudo, mas não há informação valiosa sobre nada. Você descreveu 100 anos em pouco mais de 30 linhas. Procure se aprofundar em uma coisa.
Caro Fernando, creio que você não compreendeu o que escrevi. Samba de uma nota só é foda, by the way…
A redação está boa, mas o conteúdo se assemelha a um resumo da contracapa de um livro que supostamente narra a história da música brasileira. Diga-se de passagem, um resumo apenas razoável. Algumas coisas importantes ficaram de fora.
Muito Bom Mi!!!!
Gostei viu ?!!
Bju Linda**
Poxa.. muito boa a materia!!
parabens..
continue assim!!
bejuu**
Minha jornalista preferida , um grande abraço.
Gostei bastante da sua matéria, em relação à música é uma questão de gosto, hoje em dia o que nos é apresentado é, sem dúvida um grande lixo musical, mas. como existe gosto para tudo ( urubu come carniça e gosta ) a anti cultura musical prolifera. No mais um beijo carinhoso e vá em frente
Bem, como o Antônio disse música vai de gosto e gosto cada um tem o seu
me mostro de exemplo, gosto de pagode, funk e até mesmo sertanejo… ritmos que servem para nós expressarmos quando estamos apaixonados, para dançar e relaxar, mas não deixo de ouvir Sandra de Sá, Legião Urbana entre outros.
Não devemos nos focar apenas no que a sociedade achará de escutarmos Kelly Key de vez enquando Ou Victor e Léo e sim o que nos agrada o que faz nossa mente e nosso corpor relaxar!!
A matéria está ótima, estou fazendo um trabalho sobre música e tenho certeza que irá ajudar muito a aflorar minhas idéias, rezumido talvez mas certeza de que tem o principal!!
gente adoro as decadas de 80
queria ter nassido nequela epoca
meu marido ricardo tb adoro gente
escreve p mim
beijinho gente?
Comente!
Enquete
Eventos
Mais recentes
Comentários recentes
Mais lidas