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Anaelson em foco!

Por Thanize Borges Ler mais textos de Thanize Borges
25 de dezembro, 2007 | 9 Comentários

Queríamos fazer nossa primeira entrevista para o Revertério com alguém “de casa”, não para falar dos problemas do curso, ou da UESB, mas para conhecer um pouco mais um dos nossos professores.

Jornalista, 33 anos, solteiro (por enquanto), amante de cinema, rádio, música regional (o bom e velho forró), pratos tipicamente nordestinos, ele é Anaelson Leandro.

Anaelson Leandro

Coordenador, professor, filho, amigo, noivo… Qual o outro ângulo de Anaelson que as pessoas não conhecem?

Anaelson Leandro: Eu sou multifacetado, multimídia, eu acho que sou plural. Não gosto de ser somente uma única coisa, até porque isso me desgasta. Gosto de estar mudando, me reciclando, revisando as idéias.

Como é que você foi parar em Vitória da Conquista?

AL: Isso é uma história muito longa… Assim que me formei (há quase 10 anos na estadual da Paraíba), peguei meu diploma, coloquei a mochila nas costas e saí pelo mundo. Não sabia o que ia acontecer dali pra frente. Passei uma temporada no interior de Alagoas e Sergipe, trabalhando em assessoria de imprensa, vim pra o interior da Bahia, fazer jornais, depois como assessor de imprensa, e um pouco também em rádio, e desde 2001 ingressei na UESC e em 2004 aqui na UESB. Então as coisas foram acontecendo, mas a origem disso tudo foi eu colocar o pé na estrada, com o diploma embaixo do braço…

Trabalhar como professor sempre foi o seu objetivo?

AL: Desde a universidade eu já esperava. Admirava meus professores e queria ser como eles. Então surgiu a oportunidade… Foi um caminho que eu sempre quis trilhar.

Você gosta do que faz, Anaelson?

AL: Gosto. Às vezes eu tenho saudade de uma redação, de um jornal. Mas eu adoro dar aula para estudantes. São os futuros jornalistas, então o compromisso aumenta, é uma responsabilidade muito grande. Tem turmas em que você consegue fazer um bom trabalho e extrapolar o que você planeja.

Qual o perfil dos alunos de jornalismo da UESB na sua visão?

AL: Eu tenho uma preocupação em traçar o perfil dos alunos… Geralmente são pessoas jovens, e isso tem me preocupado muito porque não sei se com 17 anos você já sabe, já deseja, já sonha em ser jornalista. Às vezes é uma das primeiras aspirações da juventude e depois você descobre que quer ser médico, engenheiro ou qualquer outra coisa. Então pra gente que administra, que é professor, a gente também tem que enfrentar a questão dos conflitos profissionais e também a questão dos conflitos internos de cada um. Mas eu vejo também que tem alunos que ingressam na universidade e se encantam, que resolvem levar à frente como profissão. Então isso é muito bonito, se encontrar dentro do jornalismo.

Você teve a honra de nos acompanhar na nossa primeira viagem de campo. Qual a importância dessas viagens para o curso de jornalismo, no seu ponto de vista?

AL: Eu acho que os estudantes de jornalismo devem passar menos tempo na faculdade e passar mais tempo viajando. Conhecendo o mundo. Eu acho que a faculdade é um lugar que vai só te dar uma orientação, porque é no mundo que você conhece as coisas e tem o prazer de ser jornalista. Eu acho fundamental no jornalismo a questão do conhecimento cultural, então você precisa passar por essa experiência coletiva, porque é essa experiência que vai fundamentar mais o que você quer ser. O jornalista é aquele que deve passar menos tempo na redação, então se agente tomar isso como premissa, o estudante de jornalismo deve passar menos tempo na universidade e mais tempo produzindo fora. Espero que outras aulas de campo aconteçam e que vocês criem um capital intelectual, uma bagagem cultural muito mais ampla porque isso é fundamental para o jornalista. Não só conhecer mercados como Salvador, mas outras experiências culturais no interior da Bahia.

Se você não fosse jornalista, o que você seria?

AL: Eu não seria outra coisa a não ser jornalista. Nem se eu tivesse essa opção de voltar no tempo eu escolheria outra coisa. Eu faria a mesma coisa, tudo igual e estaria aqui com vocês nesta aula de campo.

Você se arrepende de alguma coisa na sua vida?

AL: Eu não me arrependo de nada do que eu faço. Por mais que tenha sido errado, eu aceito. Eu não gosto de me arrepender porque eu demoro de fazer as coisas e quando eu faço, eu quero ter a certeza de fazer bem. Nem tudo sai certo, mas eu não posso me arrepender porque é até contra os meus princípios.

Se, por 24 horas, você tivesse o poder de mudar alguma coisa no mundo que não te agrada, o que você mudaria?

AL: Vinte e quatro horas seria pouco! Mas eu acho que voltaria o momento que autorizaram a soltura da bomba atômica. Eu impediria isso! Foi a grande mancha negra do século passado e da humanidade.

Para finalizar, e em você, o que mudaria que não te agrada?

AL: Eu vivo muito bem como eu sou. Eu me acostumei e já tenho uma relação muito boa comigo mesmo. Não mudaria nada, nem física, nem moralmente. Não estou dizendo que sou perfeito, mas é que eu convivo bem com meus defeitos e meus acertos… A gente está sempre buscando melhorar, daqui a 10 anos eu espero ser melhor do que hoje e assim por diante.

 
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9 comentários »

  • 1
    Diego :

    Parabéns Darlene, ops…Thanize, a entrevista ficou melhor que eu esperava, e lhe parabenizo principalmente pela iniciativa e enfim fazer a equipe d entrevistas funcionar.

  • 2
    chuchu :

    parabéns pela pauta!

  • 3

    Ficou muito boa a entrevista!!
    bjú**

  • 4
    Samuel B. :

    Thanize,

    Parabéns pela iniciativa. A entrevista, mesmo sendo a base de exercício da reportagem, é cada vez menos praticada.

  • 5

    Oq eu mais gostei foi da foto! huahau
    So Anaelson mesmo…

  • 6
    wilson :

    concordo na parte em que ele diz que devemos viajar mais…rsrsrsrs
    essa viagem foi muito massa…quero outra logo!!!

  • 7
    Arthur :

    gostei mesmo da iniciativa e das perguntas, senti q estava faltando entrevistas por aqui!

    Parabéns

  • 8
    Analice :

    o mais legal é q vc não ficou perguntando coisas d colegiado, etc…
    ficou leve e não ficou chata!!
    parabénsssss

  • 9
    Camila Teles :

    Leve e interessante. Muitas vezes não conhecemos bem quem está ao nosso redor. Essa entrevista caiu super bem, Thani!

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